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Iranianos boicotam peregrinação a Meca por desentendimento com as autoridades sauditas

  • Redacção VOA

Milhares de muçulmanos deslocam-se à Meca anualmente (Setembro, 2015)

Milhares de muçulmanos deslocam-se à Meca anualmente (Setembro, 2015)

O acto revela as acentuadas divergências entre as duas nações.

A imprensa estatal do Irão disse neste domingo, 29, que os iranianos não irão participar na Hajj, a peregrinação anual a Meca, porque o país não chegou a um acordo com a Arábia Saudita.

Segundo a agência IRNA, o ministro da Cultura e Orientação Islâmica Ali Jannati disse que a decisão foi tomada após o comportamento de Riyadh com uma delegação iraniana que tinha viajado à Arábia Saudita para negociar os termos para a Hajj deste ano.

"Esperamos pela a resposta dos sauditas até hoje, mas dado o seu comportamento nas duas rondas de negociações com uma delegação iraniana e as obstruções que eles criaram, peregrinos iranianos não podem realizar os rituais neste ano", disse Jannati.

Ele acrescentou que um anúncio formal será emitido segunda-feira, dia 30.

Riyadh disse que as exigências iranianas são inaceitáveis.

"O Irão exigiu o direito de organizar algum tipo de manifestações e de ter privilégios fora do curso normal da organização, e isso iria provocar caos durante a hajj", disse o ministro dos Negócios Estrangeiros saudita, Adel al-Jubeir.

"Isso é inaceitável," sublinhou al-Jubeir.

A imprensa saudita havia informado que uma delegação iraniana saira dos encontros sem um acordo final em relação ao assunto.

A Hajj é um pilar do Islão, que os muçulmanos devotos devem fazer uma vez na vida, se forem capazes.

Assistência a peregrinos feridos, 24 de Setembro, 2015.

Assistência a peregrinos feridos, 24 de Setembro, 2015.

​Os laços entre o Irão e Arábia Saudita têm sido tensas desde a morte de mais de 400 iranianos na confusão gerada na peregrinação do ano passado.

Por outro lado, a Arábia Saudita rompeu as relações diplomáticas com o Irão depois de manifestantes iranianos invadirem a embaixada saudita em Teerã após Riyadh ter executado um clérigo xiita.

No Irão, os muçulmanos são na sua maioria xiitas, enquanto os muçulmanos na Arábia Saudita são predominantemente sunitas. São linhas rivais.

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