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Internet Segura, 10 dicas para (des)complicar


Passwords roubadas, fotografias partilhadas nas redes sociais, contas bancárias invadidas, são apenas alguns pontos de uma lista ínfima de crimes na Internet.

Hoje é dia da “Internet Segura.” A VOA conversou com Gabriel Soares, engenheiro informático, professor e director de departamento na Universidade Metodista de Angola, em Luanda, que nos deixou dez "dicas" de como é possível estar seguro no mundo virtual.

É bastante comum, diz o professor, não se cumprir com as regras básicas de utilização de tudo o que a Internet nos proporciona e, na maior parte dos casos "somos vítimas de nós mesmos".

Estar seguro na Internet não é complicado, mas são os hábitos de navegação que nos traem.

Naturalmente, a linguagem na Internet pode, por vezes, estar um pouco fora do vocabulário comum, chega muitas vezes a ser tão diferente que termos como "firewall" ou "cookies" poderão ser enigmáticos ao ponto de serem ignorados.

Mas há uma série de procedimentos, que segundo o professor da Universidade Metodista são simples e evitam problemas graves:

Firewall - é um filtro de segurança dos computadores cujo sistema operativo é Windows.
Serve para proteger o computador de sites maliciosos

Cookies - é um grupo de dados trocados entre o navegador e o servidor de páginas, colocado num arquivo (ficheiro) de texto criado no computador do utilizador.
A sua função principal é a de memorizar páginas de Internet e respectivas passwords e acessos

Homebanking ou mobile banking - é um serviço online que permite fazer uma série de operações bancárias através de dispositivos ligados a uma rede de Internet

Pen-drive - dispositivo de armazenamento, com aspecto semelhante a um isqueiro, que se liga a um computador. Bastante útil para transporte e armazenamento de dados entre computadores
Usar e ter sempre o anti-vírus actualizado; manter a firewall* activa, apenas desactivar quando se conhece a página; não instalar programas pirateados; sempre que ligar discos externos ou pen-drives ao computador, fazer correr o anti-vírus; não colocar a informação pessoal em sites de relacionamento (morada, número de bilhete de identidade, escola onde estuda ou local de trabalho).

E a acrescentar a essas cinco primeiras "dicas" do professor Gabriel, existem outras cinco a que se deve dar atenção para uma navegação segura, explicou:

Seguir à risca as instruções do seu banco sempre que acede ao homebanking; ao utilizar redes públicas, lan houses ou cybercafés não colocar passwords importantes em computadores desprotegidos; não usar senhas com datas de aniversário, nomes ou sequências numéricas; fazer compras online unicamente em lojas virtuais seguras que tenham o certificado digital; nos smartphones ter sempre as aplicações actualizadas.

De computadores, tablets ou smartphones danificados e irrecuperáveis, por vezes, a identidades roubadas, cartões de crédito e outras informações confidenciais e extremamente importantes, tudo pode acontecer.

O engenheiro informático disse à VOA que em Luanda o acesso às redes sociais representa a maior fatia de páginas consultadas e que é aí também muitas vezes que a exposição levanta os problemas.

"Os utilizadores partilham fotografias, vídeos íntimos e tudo isso é depois vendido", acrescenta Gabriel Soares, que continua: "O furto de identidade é mais comum do que pensamos, pode ser reversível, mas na realidade ao facilitarmos abrimos um precedente, não sabemos quem nos roubou, nem onde é que essa informação já chegou, tudo porque não fizemos coisas bastantes simples", como as citadas acima.
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