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Inicia recenseamento eleitoral na Guiné-Bissau com problemas técnicos

  • Lassana Casamá

Guiné-Bissau: CNE justifica falta de recenseamento

Guiné-Bissau: CNE justifica falta de recenseamento

O processo está a ser marcado por algumas imperfeições técnicas iniciais, em virtude da falta de preparação a tempo do pessoal envolvido.

O recenseamento eleitoral iniciou oficialmente ontem.

O Presidente de Transição, Manuel Serifo Nhamadjo, foi o primeiro eleitor a recensear-se, mas na altura ficou sem o cartão de eleitor, em virtude de falhas do sistema informático.


Uma primeira imperfeição técnica que o próprio Presidente Nhamadjo considera como aceitável, em face de uma nova realidade tecnológica:

Esta é uma realidade operacionalmente dissimulada e forçada com a colocação de algumas mesas de recenseamento em Bissau e nas oito sedes regionais, sem que ainda se conclua a formação de brigadistas que vão atender os cerca de 800 mil potenciais eleitores, que deverão dirigir-se às mesas de recenseamento contabilizadas 2.089 em todo o território nacional e na diáspora.

Algumas opiniões consideram que o início ontem do recenseamento eleitoral não passa de uma injecção técnica com o objectivo de dar maior substância às decisões políticas sobre o acto, quando na verdade, e porque é uma nova experiência, precisava-se de um largo período de preparação técnica.

Tudo isso deve-se ao facto, segundo fontes do Gabinete de Apoio ao Processo Eleitoral (GETAP), das verbas terem sido desembolsadas tardiamente, ou seja, só foi possível ter primeiros fundos nas mãos na última sexta-feira, dois dias antes do início da acção.

E assim se pode considerar que 1 de Dezembro representa apenas um simbolismo político, acompanhado de uma insistência técnica sem preparação, não obstante os meios logísticos postos à disposição, sobretudo pelo Governo de Timor Leste.
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