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Indulto beneficia 159 presos em Kwanza Sul

  • Fernando Caetano

Sumbe, Kwanza Sul

Sumbe, Kwanza Sul

A justiça no Kwanza Sul colocou em liberdade 159 pessoas ao abrigo do indulto presidencial de 15 de Setembro, assinada por José Eduardo dos Santos no âmbito da celebração do 40 anos de independência.

Adelaide Joaquim tem 45 anos de idade e estava presa por comercializar cannabis, vulgo liamba.

Ao sair da cadeia onde teve um bebé, diz ter aprendido a lição.

“Vou já encontrar os meus filhos e nunca, mas nunca vou vender mais”, prometeu.

Flávia Relógio, de apenas 18 anos de idade, estava presa por ter cometido crime de fogo posto.

Agora pretende realizar um sonho interrompido: “Vou voltar para casa e no próximo ano vou me matricular e arranjar um emprego para sustentar a minha filha”.

Por seu lado, o juiz presidente do Tribunal Provincial do Kwanza-Sul Fernando Eduardo Masculino destacou o valor do indulto como visando “proporcionar uma sã convivência familiar, o regresso das pessoas às comunidades, às suas famílias”

Masculino deixou claro, ao falar com os indultados, que o que se pretende mesmo é que “vocês regressem em paz, que realizem os vossos planos, que contribuam para a reconciliação e para o desenvolvimento das vossas comunidades e, em última instância, para o desenvolvimento do país”:

O indulto presidencial contempla condenados até 12 anos de cadeia que tenham cumprido metade da pena, e às mulheres que tenham a seu cargo filhos menores de 12 anos, mas desde que o crime praticado não tenham resultado em morte.

Não estão abrangidos os crimes de violação sexual, roubo qualificado com arma de fogo ou crimes militares punidos com prisão superior a 12 anos.

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