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Imprensa pública despejada no Uíge por falta de pagamento


Publicações das Edições Novembro, Angola sem sede no Uíge

Leitores indignados

A delegação das Edições Novembro, empresa pública detentora do Jornal de Angola, Jornal dos Desportos, Jornal de Economia e Finanças e Jornal Angolano de Artes e Letras, no Uíge, foi despejada do apartamento onde funcionava, devido aos atrasos no pagamento do aluguer.

Uma fonte próxima da proprietária do edifício localizado na Rua do Comércio no centro do Uíge, disse que a empresa tem uma dívida de cerca de dois mil dólares americanos, correspondente aos meses de Janeiro e Fevereiro.

Pelo que apuramos, a última renda paga foi referente ao mês de Dezembro de 2016.

De lá para cá, a direcção e funcionários têm permanecido no apartamento de favor à espera que que a empresa resolvesse a situação.

Com o prolongar do tempo, que já caminha para três meses, a proprietária decidiu na última sexta-feira, 10, despejar o cliente, que neste momento encontra-se sem paradeiro.

A situação já gera comentários nos bastidores, leitores habituais, políticos e a sociedade civil.

Um dos leitores, Olavo Castigo, mostrou o seu descontentamento pelo facto e lembrou que as empresas públicas de comunicação não têm edifício próprio e que qualquer dia acontece o mesmo com a TPA.

Simão Alberto, outro leitor, considerou ser um boicote de informação na província numa altura em que o país se encontra em plena campanha eleitoral.

Uma fonte ligada às Edições Novembro, que não quis ser identificada, contou à VOA em entrevista não gravada que foi apenas o fim de um contrato e que a empresa está à procura de uma solução.

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