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Imogestin recua no "caso das centralidades"

  • Coque Mukuta

Kilamba, Luanda

Kilamba, Luanda

Empresa diz que moradores não vão pagar dois anos de renda, ao contrário do que afirmara o PCA.

A empresa responsável pela gestão das centralidades, novas urbanizações e de vivendas públicas em Luanda, Imogestin, negou ontem à noite em comunicado as informações que dão conta da exigência de pagamento de dois anos de renda por parte dos moradores das centralidades de Kilamba e Sequele (Cacuaco),A reacção surgiu depois dos moradores terem manifestado a sua indignação às declarações feitas pelo presidente do Conselho de Administração da Imogestin Rui Cruz aos órgãos públicos na passada sexta-feira. Cruz afirmou na altura que os inquilinos deviam pagar dois anos de uma só vez até o dia 30 de Maio.

Entretanto, agora a empresa recuou e ontem divulgou um comunicado em que diz não haver qualquer sentido a exigência de pagamento das dívidas acumuladas numa única prestação, pelo que a empresa informará oportunamente os interessados sobre como e quando deverão pagar as prestações de 2014 e 2015.

Quanto pagamento da dívida acumulada das rendas, o documento garante que os moradores não devem pagar quaisquer juros, uma vez que a morosidade não era da responsabilidade deles.

Quanto ao pagamento não cobrado aos moradores das cidades do Kilamba e Sequele (Cacuaco) foi referido que está em curso uma alteração do sistema de liquidação da dívida que passará a ser efectuado através do sistema Multicaixa, pelo facto de se terem detectado irregularidades no uso de talões bancários.

A VOA ouviu moradores que se mostraram agastados com a medida.

Hoje, moradores do Kilamba voltam a duvidar da empresa: “A ideia de princípio foi bastante drástica, porque as pessoas estão até ao momento bastante insatisfeitas e para ser sincero não acredito nos novos pronunciamentos”, disse um dos moradores.

De recordar que a nota da Imogestin reitera que em nenhum momento foi referida na entrevista do Rui Cruz que iria proceder à entrega de casas, mas sim que a partir de Maio irá dar resposta às reclamações das pessoas não contempladas.

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