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Numero de imigrantes do Brasil cresceu 160 por cento em 10 anos.

  • Redacção VOA

Haitianos lideram a lista seguidos de latino-americanos e portugueses.

O número de imigrantes registados no Brasil aumentou 160 por cento em 10 anos, de acordo com dados da Polícia Federal revelados neste sábado, 25, em que se assinala o Dia do Imigrante.

Em 2015, o país teve um aumento de pouco mais de 45 mil imigrantes, o que representa um aumento de 2,6 vezes em relação a 2006.

Os haitianos lideraram a lista de entrada de chegada ao país pelo segundo ano consecutivo, num total de 14.535.

Os bolivianos também mantiveram a posição de 2014 para 2015: o segundo lugar, com um totdal de 8.407.

Este número, no entanto, representa uma queda de 32% em relação aos dados de 2011, quando 12.465 bolivianos entraram no Brasil.

Na lista de entrada de estrangeiros em 2015, seguem-se colombianos (7.653), argentinos (6.147), chineses (5.798), portugueses (4.861) paraguaios (4.841) e norte-americanos (4.747).

Mercado de trabalho

A pesquisadora e socióloga Patrícia Villen, entre 2006 e 2014, diz ser nítido o aumento crescente de imigrantes, em parte explicado pelo momento económico do Brasil.

"Existe uma centralidade para entender esse movimento: olhar para o mercado de trabalho, que acaba sendo um termómetro desses números”, explica Villen, lembrando que o “Brasil estava a projector-se internacionalmente, havia uma demanda de empregos".

Nesse período, a taxa de desemprego no Brasil passou de dois dígitos para apenas um, atingindo o menor índice da série histórica do Instituto Brasileiros de Geografia e Estatística (IBGE), ou seja4,3%.

Com a crise económica actual e os altos índices de desemprego, o país pode não parecer mais tão atraente, mas Villen destaca que o resto do mundo também sofre as consequências da crise.

"Nós temos um contexto mundial muito complicado. Comparado com o Haiti ou algum país africano, por exemplo, o Brasil torna-se uma alternativa boa, principalmente diante de países europeus ou dos Estados Unidos, que têm políticas agressivas em relação aos imigrantes", explica a investigadora.

É a partir da década de 80 que os sul-americanos tomam de vez as primeiras posições no ranking da imigração no país.

Portugueses, italianos e espanhóis dão lugar a paraguaios, argentinos e uruguaios.

Mas também há ainda bolivianos, chilenos, peruanos e até imigrantes de nacionalidades que até então nunca se destacaram no movimento migratório nacional, como angolanos, mexicanos e haitianos, chegando ao Brasil em busca de novas oportunidades.

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