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FMI e Banco Mundial reúnem-se para debater a pobreza, poder e crescimento económico

  • Redacção VOA

Presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim

Presidente do Banco Mundial, Jim Yong Kim

Encontro anual de Washington foi aberto hoje com os intervenientes a realçarem a importancia do combate a pobreza e do crescimento económico

Os problemas da economia mundial ocupam o topo da agenda da reunião dos responsáveis das finanças do mundo a decorrer esta semana aqui em Washington.

A reunião visa reduzir a pobreza, reforçar o crescimento económico e manter vigilância nos bancos e orçamentos nacionais.

Os encontros anuais do Fundo Monetário Internacional e do Banco Mundial, têm início hoje e nele participam 188 países membros.

Mais de mil milhões de pessoas no mundo vivem em extrema pobreza e o presidente do Banco Mundial, Jin Yong Kim diz-se determinado a mudar esta realidade. Kim está a pedir aos países membros do banco mundial a ajudarem mais os países pobres disponibilizando mais recursos. Kim adianta que a extrema pobreza poderá ser eliminada até 2030.

“Há aqui alguém que tenha vivido com menos de 1,25 dólares por dia que não poderá juntar-se a mim hoje para vos dizer que chegou a hora de acabar com a pobreza extrema?”

Os economistas predizem que o crescimento da economia mundial vai ajudar aos países pobres e fazer com que os 200 milhões de desempregados obtenham emprego.

A directora-geral do Fundo Monetário Internacional, Christine Lagarde diz por sua vez que o crescimento global está conhecendo alguma melhoria.

“O mundo económico já não parece perigoso como era há nove meses.”

Mas o crescimento vai continuar lento, e o alerta de Lagarde destina-se especialmente aos países ricos. Ela adianta que a situação poderá ser afectada pelos cortes dos orçamentos governamentais e dos esforços de estímulos, ou ainda pela ruptura do mercado na Europa.

Os Estados Unidos e os países da Europa Ocidental são tradicionalmente os que mais fundos disponibilizam para o FMI e o Banco Mundial. Uma contenção de crescimento pode afectar negativamente as instituições financeiras internacionais.

Há no entanto esperanças de que novos recursos poderão vir dos países de rápido crescimento económico, os chamados Estado emergentes da Ásia ou da África, isso de acordo com a professora Bessma Momani da Universidade de Waterloo.

“Eles vão trazer dinheiro que irá reforçar os cofres do FMI que é muito procurado, e eles não precisam de vir sempre aos Estados Unidos.”

Domenico Lombardi da Brookings Institution diz por sua vez que muitos países já aprovaram um pacote de reformas que atribui aos países emergentes mais poderes no FMI. Mas até recentemente, o acordo parecia estar paralisado em Washington.

“O que aconteceu é que a administração propôs formalmente a legislação ao Congresso, e espera-se que o Congresso deva aprovar e ratifica-lo até ao final deste ano.”

Os especialistas afirmam que o sucesso deste encontro agora em Washington vai depender do montante financeiro a ser disponibilizado num futuro próximo para ajudar os países pobres a melhorarem as suas infra-estruturas.
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