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Igrejas apelam à calma nas eleições angolanas

  • Teodoro Albano
  • Fernando Caetano

Dirigentes religiosos nas províncias angolanas da Huíla e do Kwanza Sul apelaram à moderação e calma durante o período eleitoral em Angola.

Para o secretário provincial da Igreja Evangélica Congregacional em Angola,(IECA), reverendo Frederico Lourenço, a igreja está atenta ao contexto e defende a convivência na diversidade sobretudo nestes períodos.

“A mensagem da igreja fundamentalmente é a mensagem da paz, da salvação e da convivência na diversidade”, disse Lourenço, para quem a igreja "não faz a leitura dos acontecimentos quotidianos, mas se preocupa em ver como é que esses acontecimentos se sucedem e têm lugar”.

Por sua vez, para o pastor Eduardo Jundo, da Igreja Evangélica Sinodal, os fiéis são chamados a fazer preces para que as eleições decorram dentro de um clima de serenidade.

“Nós como igrejas temos uma grande responsabilidade e a expectativa é que tudo venha a correr bem sobretudo com as nossas orações”, disse

Na visão do arcebispo metropolita do Lubango, dom Gabriel Mbilingui, a maturidade dos políticos é essencial, mas a moderação nos discursos é o que a igreja na Huíla pede aos políticos, numa altura em que o país vive com intensidade um ambiente de pré-campanha eleitoral .

“Em primeiro lugar, que não se fixe tanto nas pessoas como tais, mas se olhe com muita clareza para aquilo que são os programas de governação que os partidos propõe”, afirmou Mbilingui.

No Kwanza Sul, o padre Joaquim Virgílio Canário deseja que as eleições decorram em ambiente de festa e não de divisão entre os angolanos.

"Que todos os actores políticos, todos os fazedores de opinião emitam ideias, emitam pensamentos que vão concorrer para que o ambiente durante as eleições seja um abiente sereno, que as eleições sejam uma festa e não motivo de divisão”, disse, apelando a que se viva o processo com muita serenidade e "votando em consciência".

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