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Huíla vai apertar o cinto

  • Teodoro Albano

Governador diz que tem que haver contenção e disciplina nos gastos de 2015 devido à queda do preço do petróleo

O governador da Huíla João Marcelino Tchipingue avisou que terá que haver “contenção e disciplina” nos gastos orçamentais em 2015 devido à queda de receitas governamentais causadas pela queda do preço do petróleo.

Ao falar na cerimónia de cumprimentos de fim de ano, Tchipingue alertou os gestores públicos para um ano difícil e daí a necessidade da contenção de gastos em 2015.

“Gostaria de chamar a atenção aos gestores de unidades orçamentais da província no sentido da contenção e disciplina da gestão públicas,” disse.

Na sua intervenção, advertiu que devido à queda do preço do petréolo, o país está a iniciar uma crise económica e, por isso, terá de contrabalançar a sua economia.

João Marcelino Tchipingue aproveitou a ocasião para a anuciar a realização na Huíla, em 2015, de um fórum internacional de negócios. O evento, a ser designado por Investe Huíla, segundo Tchipingue, visa atrair potenciais investidores para a província nos vários domínios.

A necessidade da diversificação da economia face à queda do preço do petróleo no mercado internacional exige novas alternativas numa província com potencial económico.

Ao abordar os acontecimentos de 2014 na província, o governador fez notar a greve de três meses no sector de educação. João Marcelino Tchipingue destacou o bom senso que pôs fim à greve, mas alertou para a necessidade de um diálogo permanente para se evitar situações iguais.

Na ocasião o governador da Huíla exortou as populações a se esclarecerem sobre a necessidade de legalizarem as terras que ocupam, sobretudo aquelas para fins agro-pastoris.

As obras de impacto social em curso algumas delas previstas para concluírem no segundo semestre de 2015, foram vaticinadas por João Marcelino Tchipingue, como sendo mais-valias para a população no próximo ano.

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