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Unita diz-se preocupada com o "sequestro da democracia"

  • Teodoro Albano

Principal partido da oposição adverte para a instalação de um regime similar ao sultanismo.

A Unita na Huíla vê com preocupação o que chama de sequestro da democracia e a consolidação de um regime similar ao sultanismo em Angola em que impera o poder de um só homem.

Reunido no município da Matala, no interior da província, o Comité Provincial do Galo Negro avaliou a situação política, económica e social na Huíla e constatou recuos no processo democrático e degradação na vida do cidadão angolano.

“Como consequência do sequestro da democracia, o comité provincial constatou com profunda preocupação a degradação da vida do cidadão nos domínios económico, social e cultural, resvalando para o agravamento da criminalidade e consequente insegurança pública; deplorou e manifestou a sua profunda preocupação pelo facto de que, apesar do quadro negro que caracteriza a vida do cidadão comum o estado angolano esteja a gastar avultadas somas em dinheiro público em sumptuosas festas de aniversário do Sr. Presidente da República aquém incumbe enquanto chefe do executivo a poupança e a gestão parcimónia dos recursos do país”, diz a declaração final lida por Benjamim Kanuku.

O encontro felicitou o sindicato dos professores que suspendeu a greve de cerca de dois meses no ensino geral e instou o Executivo local a resolver com urgência os pontos pendentes do caderno reivindicativo.

Para a secretária provincial da Unita Amélia Judite, o regime democrático acordado em Bissesse de 1991 foi sequestrado pelo actual regime.

Amélia Judite, secretária provincial da UNITA na Huíla.

Amélia Judite, secretária provincial da UNITA na Huíla.

“Aqueles que perdem algum tempo para assistir os programas do TPA por estes dias terão sido recompensados com a confirmação mais pura e aberta de como os governos provinciais abandonaram a sua função de servidores e administradores púbicos. Foram transformados em secretariados do partido no poder que promovem o sultanismo e já actuam abertamente como tal. Hoje graças à evolução das tecnologias de informação e comunicação toda a gente está em conexão com o mundo inteiro, não existe pelo mundo fora países que param toda máquina política e administrativa durante semanas para festejar o aniversário do presidente”, disse.

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