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Huíla : Professores do ensino geral em greve

  • Teodoro Albano

Depois da manifestação sábado último os professores do ensino geral na Huíla estão a partir desta segunda-feira em greve por tempo indeterminado.

No terreno a paralisação é um facto, sobretudo, nas escolas tidas como de referência no Lubango.


Alunos brincando nos pátios, corredores ou abandonando as escolas de um lado, e professores de braços cruzados do outro, é o cenário testemunhado esta manhã em alguns estabelecimentos de ensino público.

O representante sindical da escola do primeiro ciclo 1º de Dezembro, Paulo Jamba Simão, garante adesão a greve naquela instituição.

“ Esta manhã a aderência a greve está praticamente na parte docente a cem por cento, apenas alguns administrativos é que estão ainda naquele contexto de fura greve”.

Para o secretário municipal do SINPROF no Lubango, Osvaldo Congo, o nível de adesão à greve na capital da Huíla é satisfatório.

“Das escolas de referências conseguimos apurar que há mesmo paralisação. É o caso da secundária da Arimba, a secundária do Lubango, a 27 de Março, 1º de Dezembro, a Logística, o Magistério do Nambambe, Mandume e as escolas um bom número até aqui já temos reportagem dos colegas que estão lá das escolas primárias, que é o caso 98, 55, a 60 a 29 a 51 e também tivemos a reportagem dos colegas das comunas. Já três comunas confirmaram dado que parou mesmo na totalidade”.

O secretário provincial do SINPROF, João Francisco, mostra-se satisfeito com a adesão à greve em toda a extensão da província e garante disposição para o diálogo com o governo local que refere ter esgotado argumentos para tal.

“ O governo da província não tem elementos substanciais para voltar ao diálogo porque se os 120 dias não conseguiram produzir nenhum efeito, significa que nesse preciso momento, a faca e queijo estão nas mãos do governo central. É o governo central que deve articular para a solução das questões que os professores levantaram.”

Aos pais e encarregados de educação que vêem os filhos prejudicados com a greve, João Francisco apela à compreensão.

“ Os pais e encarregados de educação não podem pensar que só o facto de a criança estar na escola e estar lá o professor, isto é suficiente, é preciso que haja condições que moralizem este funcionário para que desempenhe a missão para o qual foi chamado”.

Sobre a paralisação dos professores do ensino geral o governo local reage com o silêncio.
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