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Governo corta salários de professores que continuam emgreve na Huíla

  • Teodoro Albano

Igreja oferece-se para mediar o conflito e sindicato vai reunir-se em Luanda com o Ministério da Educação

A greve no ensino geral na Huíla tem um novo capítulo.

Mais de 90 por cento dos professores viram os seus salários do mês de Julho descontados em mais de 90 por cento em consequência das 20 faltas de ausência do local de trabalho aplicada a cada docente.

A medida proposta pelo Governador João Marcelino Tchipingui, soube a Voz da América, não terá encontrado consenso entre os membros do próprio Executivo pois para alguns a decisão só iria piorar a crispação entre professores e Governo.

Entretanto, o poder do chefe do Executivo se sobrepôs aos demais, pois, João Marcelino Tchipingui, terá entendido que desta forma estaria a desencorajar a manutenção da greve.

O efeito imediato da decisão aconteceu no passado sábado com os professores em assembleia a optarem pela manutenção da greve por tempo indeterminado.

O professor, José, perante a alegada incapacidade de solucionar o problema, defendeu a demissão do Governador e do titular da pasta da Educação na província.

“Nós angolanos devemos ter a cultura de demissão. O senhor Governador da província da Huíla devia vir a público demitir-se, assim como o senhor director provincial da Educação na Huíla”.

O secretário provincial do Sinprof João Francisco disse que o desconto salarial efectuado aos professores fez mal ao já tenso ambiente.

João Francisco, Presidente do Sindicato dos Professores na provincia da Huíla, Angola

João Francisco, Presidente do Sindicato dos Professores na provincia da Huíla, Angola

“ Os professores pedem uma explicação de como é que é possível que o autor do problema continue impune. Estão à espera que essa pergunta seja respondida pelo senhor Governador e aos professores que vão analisar se podem suspender a greve”.

Preocupada com as consequências da greve sobretudo para as crianças, sectores da sociedade civil ofereceram-se para mediar o conflito laboral entre o Sinprof e o governo da Huíla.

O vigário-geral da arquidiocese do Lubango, padre Maurício Capembe, defende um diálogo transparente entre as partes e uma melhor sintonia entre as instituições do Governo.

“Penso que falta um diálogo transparente em que também temos dificuldade de estruturação dos sectores, uma vez que nem tudo depende, por exemplo, da direcção provincial da Educação, mas depende também de sectores como das finanças e do trabalho, o chamado MAPTSS.”

A VOA sabe que está agendado para Luanda um encontro que deverá juntar na mesma mesa representantes do SINPROF a nível nacional e o do ministério da Educação e no qual a greve na Huíla deve ser um dos pontos a analisar.

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