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Chuvas destroem pontes e deixam comunidade isolada na Huíla

  • Teodoro Albano

Município de Chicomba sem ligações.

O desabamento de pontes no interior da província da Huíla devido às fortes chuvas que caíram nos últimos tempos está a dificultar a vida das populações em alguns municípios.

O exemplo mais recente é o da ponte sobre o rio Quê, no município de Chicomba, norte da Huíla, que depois de desabar está a comprometer seriamente a ligação daquela localidade com a província e o resto do país.

A administradora municipal de Chicomba, Lúcia Francisca, mostra-se preocupada com a situação e pede às autoridades competentes uma intervenção urgente.

“O desabamento da ponte do rio Quê é uma preocupação muito grande para o município de Chicomba porque é a única via de acesso para o município de Chicomba para quem vem do Lubango, Benguela e Cunene”, disse, reconhecento que "está a criar constrangimentos muito grandes em termos de circulação de pessoas e bens”.

O custo de vida com o aumento dos preços da cesta básica é um facto.

O desabamento da ponte torn o quadro mais grave em Chicomba com o isolamento a que está submetido.

Lúcia Francisca disse que os preços estão a aumentar “porque os camiões não podem levar mercadorias”.

Os problemas de Chicomba e as pontes de acesso são levantados dias depois de ter ficado por longas horas interdita a ponte sobre o rio Hoque na estrada nacional 105, na ligação entre as províncias da Huíla e Benguela.

O governador da Huíla, João Marcelino Tchipingui, admitiu recentemente que a situação das pontes por toda a província é uma preocupação que carece de estudos.

“ As pontes não estão inseridas no programa de reabilitação das estradas, o que é um constrangimento. Ou há estradas, mas pontes completamente degradadas. Nalguns casos são pontes coloniais, noutros são pontes antigas que vão se desgastando por falta de manutenção e temos que começar a fazer outros estudos”, admitiu o governante.

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