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Fábrica de concentrado de tomate vai arrancar na Huíla

  • Teodoro Albano

Silos preparados para receber 12 mil toneladas de cereais, na Huíla

Silos preparados para receber 12 mil toneladas de cereais, na Huíla

A fábrica de concentrado de tomate deverá processar seis mil toneladas do produto por hora

As autoridades angolanas iniciaram recentemente uma aposta no sector agrícola investindo vários milhões de dólares para a construção de um silo e uma fábrica de concentrado de tomate no município da Matala na província da Huíla.

O silo está ser concebido para conservar 12 mil toneladas de cereais enquanto a fábrica de concentrado de tomate deverá processar seis mil toneladas do produto por hora,o que exigirá a implementação de um programa de tomate indústria.

O engenheiro agrónono, Bernardo Chicomo, acredita na implementação do projecto ao longo do perímetro irrigado da Matala, com 43 quilómetros:“Nós estamos num perímetro se a mente não falha é o maior de Angola e tem agricultores capazes de produzir tomate suficiente para a fábrica”.

O presidente da cooperativa agrícola 1º de Maio na Matala, Vítor Fernandes, disse que os investimentos do executivo nas duas infra-estruturas agrícolas vão incentivar a produção dos grandes e pequenos camponeses. Disse ele: “Isto é uma mais-valia porque esta fábrica arrancando creio que muitos de nós vamos apostar no tomate porque já sabemos onde canalizar esse tomate”.

Os investimentos agrícolas na Matala surgem numa altura, em que o presidente da classe empresarial da Huíla, António Lemos, veio apelar as autoridades angolanas apostarem forte na agricultura, que no seu entender tem sido visto como um parente pobre. Afirmou Lemos:“Nós temos que criar uma agricultura forte, uma agricultura que satisfaça as necessidade do país e que sirva para exportar para contrabalançar também a balança económica do país e tem que ser com a agricultura. Não podemos continuar a pensar exlusivamente no petróleo e nos diamantes quando se fala em economia fala-se do petróleo fala-se de diamantes não podemos continuar a pensar nisso, temos que pensar na
agricultura”.

O líder da Associação de Empresários da Huíla defende a aposta das autoridades no sector primário, particularmente na agricultura.

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