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Habitantes regressam às suas áreas depois de erupção em Cabo Verde

  • Eugénio Teixeira

António Fontes, morador de Chã das Caldeiras, Fogo, Cabo Verde

António Fontes, morador de Chã das Caldeiras, Fogo, Cabo Verde

Os habitantes de Chã das Caldeiras devastada pelas lavas da erupção vulcânica do passado 23 de Novembro tentam retomar a vida de forma normal.

Em Cabo Verde, com o termo da erupção no passado 23 de Novembro, as populações de Chã das Caldeiras começaram a regressar, umas para realizar o trabalho da agricultura, outras para se inteirarem das suas casas parcialmente destruídas.

Depois dos momentos difíceis devido à erupção vulcânica, as gentes de Chã das Caldeiras, que neste momento estão instaladas em casas alugadas e de parentes, à excepção de duas famílias que continuam em tendas, começam a rotina habitual da vida, embora se queixem ainda de algumas necessidades.

Silvia, de 24 anos, disse à VOA que a vida regressa à normalidade, mas realça a necessidade de as pessoas começarem a ter uma ocupação, já que segundo ela, antes os habitantes de Chã das Caldeiras estavam sempre em actividades.

Por isso, Silvia espera que as autoridades criem condições de acesso para que as populações possam ir a Chã das Caldeiras realizar as suas actividades laborais.

Vulcão do Pico, Fogo, Cabo Verde

Vulcão do Pico, Fogo, Cabo Verde

Apesar de alguns pretenderem regressar também para residir, Silvia entende que, após a destruição provocada pelas lavas da erupção vulcânica de 23 de Novembro do ano passado, não existirem condições para o assentamento das pessoas em Chã das Caldeiras.

Ela defende a construção de uma nova zona habitacional, mas que seja edificada perto de Chã dasCaldeiras.

António Fontes, outro ex-habitante de Chã Caldeiras, lamenta, por um lado, a destruição provocada pelas lavas, mas por outro, mostra-se algo animado já que, segundo disse à VOA, ninguém morreu.

No que se refere às condições actuais, Antonio Fontes fala de pessoas que estão a superar o problema de forma mais tranquila, enquanto outras estão pouco conformadas com a situação.

Fontes lamenta rtambém que algumas pessoas estejam a desafiar as instruções das autoridades competentes, já que regressaram a Chã das Caldeiras para tentar fixar residência novamente.

Desde a primeira hora, uma equipa liderada pela psicóloga Marísia Silvestre acompanhou de perto o dia-a-dia das pessoas deslocadas.

Nesta altura, segundo a psicóloga, não há registo de qualquer caso de pessoas que estejam a sofrer pertubações psicológicas devido aos acontecimentos da erupção vulcânica.

Com a queda de chuvas no decorrer de Fevereiro, alguns habitantes já regressaram para realizar o trabalho agrícola, enquanto outros vão fazendo planos para o regresso definitivo, desaconselhado pelas autoridades.

Os presidentes das três câmaras municipais do Fogo são de opinião que, a partir de agora, Chã das Caldeiras deve ser considerada apenas como zona de actividade laboral.

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