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Faltam milhares de professores em Angola

  • João Marcos

Confederação dos Sindicatos da Educação e Cultura fala em pelo menos 50 mil docentes.

Angola tem um défice de professores no ensino geral que pode tirar da escola quase um milhão de alunos já no próximo ano lectivo, daqui a três meses.

Descartada a admissão de quadros na função pública, devido ao aperto financeiro do momento, a Confederação dos Sindicatos da Educação vem a terreiro alertar que o sector precisa de 50 mil novos professores.

O sector da Educação em Angola reformou centenas de professores nos últimos tempos, daí que precise de quadros para fazer face a várias lacunas.

Mas esta não é a única razão avançada pelo presidente da Confederação dos Sindicatos da Educação e Cultura, José Joaquim Laurindo, que aponta os próximos dias como decisivos para a admissão de docentes.

"Precisamos de um número superior a 50 mil professores. Vamos precisar já nos próximos momentos, uma vez que, para não falar de milhares e milhares, podemos ter cerca de um milhão de crianças sem estudar", alerta o sindicalista.

Estas declarações foram proferidas na semana em que o Fundo Monetário Internacional reafirmou a sua posição em relação ao rigor na função pública.

Max Allier, representante do FMI em Angola, fala de um Produto Interno Bruto muito curto para a folha salarial em vigor.

"Estamos a dizer e o Governo também admite, que a economia é muito curta para os salários que se praticam. Não defendemos baixa de salários, mas sim que as coisas se mantenham. Não pode haver mais admissão", sugere Allier.

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