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Guterres lamenta rejeição americana do novo enviado para a Líbia

  • Redacção VOA

António Guterres

António Guterres

Estados Unidos alegaram relações com o Israel para rejeitar a nomeação do palestiniano Salam Fayyad

O Secretário-geral das Nações Unidas (Onu), António Guterres, lamenta que os Estados Unidos tenham rejeitado o nomer proposto pela organização para ocupar o cargo de enviado na Líbia.

Guterres disse que o Primeiro-ministro da Palestina, Salam Fayyad, é "o homem certo para o trabalho certo na hora certa”.

Os Estados Unidos bloquearam a indicação de Fayyad.

A embaixadora dos Estados Unidos na Onu, Nikki Haley, escreveu que o seu país estava “decepcionado” com a escolha de Fayyad.

"Por muito tempo, a U.N. tem sido injustamente tendenciosa a favor da Autoridade Palestina em detrimento do nosso aliado Israel", acrescentou Haley.

A Líbia tem lutado pela estabilidade política desde o derrube em 2011 do líder Moammar Gadhafi.

Um governo apoiado pela Onu dirige Trípoli, mas uma outra entidade rival baseada em Tobruk não o reconhece. A falta de um governo solidificado prejudica os esforços para reconstruir instituições como as forças de segurança do país.

Para Guterres, a impossibilidade de nomear Fayyad "é uma perda para o processo de paz líbio e do povo líbio."

Fayyad, de 64 anos, é um economista formado no ocidente. Foi primeiro-ministro palestiniano de 2007 a 2013 e também ministro das Finanças.

Os Estados Unidos estão entre uma minoria de membros da Onu que não reconhecem a Palestina como um estado independente. Oficialmente a Palestina é um estado não membro observador nas Nações Unidas.

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