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Guiné: ouvinte destaca má educação e roubo de medicamentos para campanha de vacinação de crianças

  • Danielle Stescki

Diamantino da Silva

Diamantino da Silva

Quem acompanha as notícias sobre a Guiné Bissau sabe das dificuldades e desafios que o povo guineense enfrenta.

Na entrevista desta semana para o Espaço do Ouvinte, o professor de língua portuguesa Diamantino Maria Silva, de 32 anos, escolheu abordar os temas de educação e saúde.

Silva diz que há muitos aspectos negativos na educação pública da Guiné Bissau, que vão desde atrasos com o início do ano lectivo a problemas com a infra-estrutura das escolas. Para o professor, perde-se muito tempo.

Por exemplo, embora o Governo houvesse determinado que as aulas tivessem início em Setembro, elas só começaram em Novembro.

Outro desafio é que quando começa a chover em Junho e Julho, a água das chuvas entra nas salas de aula, o que dificulta a execução do programa de ensino.

Silva também revelou que os alunos em Quinhamel não tem acesso à internet na escola. Até um tempo atrás, as crianças conseguiam usar a internet da missão católica. Mas as coisas mudaram e agora precisa-se de um password.

Um dos sonhos do professor de língua portuguesa é que as promessas do Governo saiam do papel para que a população possa beneficiar-se e para que os estudantes possam tornar-se mais competitivos.

Vacinação

Durante a entrevista, Diamantino Maria Silva também mencionou o roubo de medicamentos que seriam usados na campanha de vacinação nacional de Suplementação e Desparasitação com a Vitamina A em crianças de 6 meses a 5 anos de idade.

"Isso é muito lamentável. A campanha realizou-se, mas não cobriu todo o território nacional".

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