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Guiné-Bissau: Violência contra as mulheres continua a ser preocupante

  • Lassana Casamá

Violência contra a mulher Guine Bissau

Violência contra a mulher Guine Bissau

As violências sobre as meninas e os menores de idade não se limitam apenas à esfera sexual.

No momento em que a União Europeia e a UNICEF apoiam a promoção dos direitos femininos na Guiné-Bissau, no âmbito de um projecto que visa, a criação de centros de acolhimento para as vítimas de violência, o quadro de violência sobre tais categorias sociais não deixa de ser preocupante.
Na categoria das meninas e crianças, o registo aponta para incidência de casos de incesto. Só este ano, as organizações ligadas a defesa dos direitos das crianças e meninas reportaram ainda cinco dos mais salientes e chocantes casos de violações sexuais, de um lado, por parte dos seus pais, e do outro por pessoas estranhas.

Entre estes casos três ocorreram no leste do país, envolvendo um cidadão de nacionalidade chinesa, e dois na capital, Bissau. Isto para falar dos que estão ligados as violações sexuais que vieram ao público, se bem que muitos casos ficam sob segredo dos familiares próximos, que temem a rejeição pública, no caso do registo das suas vítimas nas estruturas vocacionadas seja notado.

As violências sobre as meninas e os menores de idade não se limitam apenas a esfera sexual. Os dados indicam que as meninas guineenses enfrentam outras violações dos seus direitos, sobretudo, de casamento precoce e forçado, resultando, em muitos casos, nas agressões e torturas físicas por parte dos seus próprios educandos. São maltratos que chegam as estruturas judiciais, mas que jamais são julgados convenientemente.

Para conter este cenário, algo sombrio, a Rede Nacional de Luta contra Violência no Género e na Criança (RENLUV), uma das mais expressivas estruturas ligadas a defesa dos Direitos da Mulher e Criança na Guiné-Bissau, tem desenvolvido várias sessões de palestras nas comunidades, através de uma jornada que começou desde 25 de Novembro, dia Internacional de Luta contra Violência da Mulher, uma jornada que termina no próximo dia 10 de Dezembro, dia Internacional dos Direitos Humanos. Citando o estudo feito entre 2006 à 2010, Aida Aminata Fadia, Coordenadora do Grupo Temático de Protecção e Vigilância de Vitimas da Organização RENLUV, apresenta um número de casos que vai até três mil e duzentos e noventa casos de pessoas de sexo feminino que já experimentaram o sabor amargo de diferentes tipos de violência.
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