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Guiné-Bissau: Recenseamento eleitoral continua problemático

  • Lassana Casamá

Edifício da Assembleia Nacional da Guiné-Bissau

Edifício da Assembleia Nacional da Guiné-Bissau

O cidadão dirige-se à brigada de recenseamento, é cadastrado e recebe cartão apenas dias depois ou semanas mais tarde.

O processo de recenseamento na Guiné-Bissau, com vista as eleições gerais de Março de 2014, continua a apresentar enormes deficiências e imperfeiçoes técnicas, isto depois da prorrogação por mais trinta dias e numa altura em que, a nível político, os actores estão na busca do consenso para encurtar os prazos, que possam permitir que o escrutínio tenha lugar no dia 16 de Março próximo.
Se calhar e ironicamente estas imperfeições devem estar a representar a segunda fase do recenseamento eleitoral em curso no país. Basta recordar que o Presidente de Transição, Manuel Serifo Nhamadjo, acusava, a 5 de Dezembro último, a imprensa de desinformação sobre este controverso e embaraçoso processo do registo eleitoral, enquanto se reportava a falta de preparação técnica e operacional do acto.

No terreno, a realidade apresenta uma insegurança técnica muito gritante. Os exemplos são evidentes. O cidadão dirige-se à brigada de recenseamento, é cadastrado e recebe cartão apenas dias depois ou semanas mais tarde.

Em resposta, os Responsáveis do Gabinete de Apoio ao Processo Eleitoral (GTAPE) afirmam que a não atribuição de cartões aos eleitores inscritos, tem a ver com a falta ou escassez de tonel nas impressoras.

Contudo, uma das evidências ainda a reportar, e encontrada no terreno, evidenciam um cidadão que se recenseou duas vezes e em diferentes distritos eleitorais. Casos como estes prometem ser registados ainda mais, mas possíveis de serem exclusos pelo sistema informático do GTAPE, logo que sejam detectados.
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