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Eleições pós-golpe na Guiné-Bissau poderão ser adiadas

  • Lassana Casamá

Pais precisa de "reforma estrutural politica" que só pode ser levada a cabo durante um periodo de vários anos, diz porta-voz do governo

O porta-voz do governo de transição da Guiné Bissau Fernando Vaz defendeu a prorrogação desse governo por vários meses ou mesmo anos.

Fernando Vaz falava em nome do seu partido, a União Patriótica Guineense, no congresso de um outro partido que apoiou o golpe de estado de Abril, o Partido da Renovação Social.

Para Vaz a Guiné-Bissau precisa de “estabilidade duradoura” pois a “destabilização do quadro político tem sido cíclica e endémica”.

“Pensamos por isso que é necessário consolidar-se a estruturas democráticas e para isso é preciso tempo, pois isso não se pode fazer em seis meses ou num ano,” disse Vaz.

“Entendemos que é necessário uma reforma estrutural política e com isso ganhamos tempo para a reforma do sector de defesa e segurança,” acrescentou.

Para Fernando Vaz “é fundamental haver um pacto de regime em que futuramente nos próximos oito ou dez anos seja quem ganhar eleições terá no seu governo a representação daquilo que é a malha política da sociedade guineense”.

“Não estamos a inventar nada pois isso sucede em vários países de África com sucesso,” acrescentou.

Interrogado sobre qual o período de transição que defende Vaz disse que isso será alvo de discussões mas disse ser a posição do seu partido um período de “três a quatro anos”

As declarações de Vaz foram feitas no dia em que o Conselho de Segurança se reunia para analisar um relatório do Secretário-geral da ONU, Ban Ki moon em que este descartou a hipótese apresentada anteriormente pelo governo de transição para a realização de eleições.

Ban propôs no seu relatório um “roteiro” para o regresso á “ordem constitucional” elaborado pela ONU, União Africana, União Europeia, CEDAO, CPLP e as partes políticas guineenses.

No congresso do Partido da Renovação Social o derrubado primeiro ministro Carlos Gomes Júnior foi acusado de “irresponsabilidade e de terrorismo de estado”.


No Congresso vai ser eleita uma nova liderança, entre cinco candidatos a presidência e três candidatos ao cargo de Secretário-geral.
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