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Apoio do FMI implica observância de compromissos, relembram analistas guineenses

  • Lassana Casamá

O acordo assinado entre o Governo da Guiné-Bissau e o Fundo Monetário Internacional (FMI) abre a possibilidade para a retomada do Programa de Assistência aquele país lusófono.

Analistas em Bissau aconselham a observância dos compromissos que consta do recente acordo, por forma a garantir o apoio FMI.

Em virtude da instabilidade na governação, o especialista guineense em assuntos económicos, Midana Sambú, afirma que a questão que se coloca agora é apurar se as autoridades do país estarão em condições de manter os compromissos com o FMI, ao abrigo deste acordo, que vai conduzir a retoma do programa.

Sambú continua: "A partir deste acordo será que nós teremos a capacidade de manter o eixo como esta instituição pretende? O próprio contexto politico não nos garante que a decisão tomada por este Ministro ou a visão será igual ao seu sucessor, já que se fala na nomeação de um novo Primeiro-ministro”.

Recentemente, o actual titular da pasta da Economia e das Finanças, Henrique Horta, enfatizou que uma das prioridades do Governo, liderado por Baciro Djá, é retomar todos os acordos com as instituições internacionais.

Segundo o especialista, Sambú, é importante que o país cumpra com as obrigações à luz dos acordos com as instituições internacionais, uma vez que não tem capacidade “interna para financiar as despesas e fazer investimentos".

De lembrar que a suspensão do Programa do FMI na Guiné-Bissau aconteceu após a decisão dos anteriores executivos em resgatar o sector privado, através dos bancos comerciais.

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