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Guiné-Bissau encerra fronteiras com Guiné-Conacri por causa do vírus Ébola

  • Lassana Casamá

Regiões actualmente afectadas pelo vírus Ébola e número de óbitos na África Ocidental

Regiões actualmente afectadas pelo vírus Ébola e número de óbitos na África Ocidental

O primeiro-ministro guineense deixou claro que, até ao momento, não se registou nenhum caso de Ébola em todo o território nacional.

No quadro da prevenção e luta contra a Ébola, que afecta a Africa Ocidental, o governo da Guiné-Bissau adoptou m programa que comtempla o encerramento imediato das fronteiras terrestres e marítimas do sul do país com a Guiné-Conacri, país atingido por um surto daquele vírus.

A decisão foi anunciada pelo chefe do governo, Domingos Simões Pereira, durante uma conferência de imprensa em Bissau. Para a efectivação da tal medida, o Ministério da Administração interna e o da Defesa já receberam instruções claras para proceder ao enceramento imediato das fronteiras, tanto assim que deverão reforçar as medidas de acompanhamento junto das outras linhas divisórias.

O primeiro-ministro deixou claro que, até ao momento, não se registou nenhum caso da Ébola em todo o território nacional.

Mas, no âmbito da prevenção do Vírus, as autoridades governamentais guineenses vão lançar um programa de angariação de stock de sangue e de medicamentos. Também está em perspectiva uma reunião com os parceiros da Guiné-Bissau, entre os países e organizações internacionais, para uma discussão e possíveis ajudas na mobilização de equipas especializadas em atendimento e socorro, sobretudo na criação de kits de protecção pessoal, para a recolha de amostra e de diagnósticos no país, adiantou o primeiro-ministro.

Segundo ainda Domingos Simões Pereira, o governo irá pedir ao presidente da república, para junto das autoridades americanas, explorar a opção que começa a ser equacionada pelos países vizinhos, no sentido de beneficiar dos medicamentos que estão a ser administrados aos infectados do vírus Ébola.

Em consequência do cenário em presença, partir de agora, o governo guineense interdita ainda qualquer cerimónia tradicional ou eventos que impliquem a aglomeração das pessoas. Pormenor que será fiscalizado pelos Ministérios da Administração Interna e o da Saúde. Este último que já tem nas fronteiras equipas de resposta rápida.

A inquietação das autoridades guineenses assenta no facto do fluxo das pessoas e bens entre a Guine-Conacri ser muito constante e massivo.

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