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Dívida de bancos comerciais continua a alimentar polémica na Guiné-Bissau

  • Lassana Casamá

Domingos Simões Pereira

Domingos Simões Pereira

Antigo primeiro-ministro e presidente do PAIGC recusa qualquer tipo de irregularidade.

Na Guiné-Bissau, a polémica questão do pagamento da dívida a alguns bancos comerciais pelo anterior Governo, liderado por Carlos Correia, alegando o resgate financeiro do sector privado contra o aviso desfavorável do FMI, continua a marcar agenda política na Guiné-Bissau.

O presidente do PAIGC e antigo primeiro-ministro, Domingos Simões Pereira, na qualidade de um dos visados, disse nesta quinta-feira, 8, não haver qualquer irregularidade na assinatura do contrato de resgate financeiro aos bancos comerciais e que tudo foi feito para ajudar o sector privado guineense.

“O resgate dos bancos foi um acto de governação realizado com boa fé, com franqueza e profissionalismo e que o seu único objectivo foi ajudar o sector privado guineense, na sequência de diversos apelos vindos de vários quadrantes da sociedade, incluindo aqueles que hoje querem fazer o aproveitamento político desta questão”, disse Simões Pereira,

Recentemente, o governo liderado por Baciro Djá considerou de criminosa e sujeita a processo judicial, a decisão dos anteriores governos em comprar a carteira de crédito dos operadores económicos nacionais, junto dos Bancos de África Ocidental (BAO) e o da União (BDU).

A posição foi corroborada pelo Fundo Monetário Interacional que, desde logo, suspendeu o seu programa de cooperação com a Guiné-Bissau, condicionando a retoma do mesmo, mediante a rescisão do acordo de resgate com as referidas instituições bancarias, cujas dividas foram avalizadas.

Domingos Simões Pereira advoga, entretanto, uma auditoria internacional junto dos bancos, ao mesmo tempo que apela à apresentação pública dos elementos sobre a matéria, por parte da Assembleia Nacional Popular, no uso dos mecanismos legais e constitucionais ao seu dispor.

“A Assembleia Nacional Popular, enquanto órgão da soberania, que acione os mecanismos legais, constitucionais e institucionais, ao seu dispor para exigir apresentação pública dos elementos que permitam o cabal esclarecimento desta questão e que uma auditoria internacional seja lançada juntos dos bancos comerciais, cujas dívidas foram avalizadas”, concluiu o presidente do PAIGC..

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