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Guiné-Bissau: Bispos católicos apelam ao diálogo

  • Lassana Casamá

Catedral de Bissau

Catedral de Bissau

A Igreja Católica da Guiné-Bissau convidou os políticos a criarem condições políticas para o diálogo e a parceria estratégica entre as instituições da República e para definição de um Pacto de Estabilidade para a Governação.

“A classe política nacional deve assumir, com firmeza, o compromisso político de servir com dignidade e sentido de missão de cidadania, o povo guineense”, lê-se numa carta intitulada Preservar nas conquistas democráticas para servir e superar a crise”, apresentada por Dom José Câmnate Na Bissign, bispo de Bissau, e Dom Pedro Carlos Zilli, bispo de Bafatá.

“Perante os sinais do aprofundamento progressivo da crise política e as suas consequências gravosas para os tecidos sociais e económicos do país”, apelam as Forças de Segurança e Defesa para que continuem a manter ordem e a segurança das pessoas e das instituições da Republica.

Na perspectiva da Igreja Católica guineense, a crise actual coloca em risco as conquistas que o país tem alcançado nos últimos tempos, nos domínios da governação, em democracia, consolidação da estabilidade política e restauração dos quadros de cooperação internacional com os parceiros de desenvolvimento.

Convencidos de que os interesses individuais e de grupos não devem sobrepor-se aos desígnios nacionais, os bispos apelam "aos actores políticos nacionais, particularmente os titulares de órgãos de soberania e os partidos políticos representados na Assembleia Nacional Popular, para serem perseverantes, pautando as suas actitudes e acções políticas pela procura incessante da paz, do diálogo construtivo e inclusivo, tendo em vista a convivência democrática e a estabilidade político-governativa".

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