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Guerra de sindicatos do ensino em Benguela

  • João Marcos

Em causa prémios de professores não pagos entre 2011 e 2013.

Na província angolana de Benguela, o Sindicato dos Professores (Sinprof) e o Sindicato da Educação mantêm um braço-de-ferro há muito tempo e sem solução à vista.

Agora, o Sinprof acusa o Sindicato da Educação de ter ocultado uma dívida relativa a prémios de exames e subsídios de férias, prejudicando milhares de professores do ensino geral na província de Benguela.

A dívida, dada como liquidada pelo maior sindicato do sector da Educação, já não faz parte das contas dos Ministérios das Finanças e da Administração do Território, conforme o Sindicato Nacional de Professores.

Estes prémios, extensivos a detentores de cargos de chefia e de direcção, deviam ter sido pagos entre 2011 e 2013.

Guilherme Silva, Presidente do Sinprof

Guilherme Silva, Presidente do Sinprof

Numa visita a escolas do município de Benguela, o presidente do SINPROF foi confrontado com o desalento de inúmeros professores, entre os quais titulares de cargos de chefia.

Guilherme Silva, que alerta para ambiguidades no discurso do Sindicato da Educação, não podia ter ficado mais surpreendido.

“Há diversas províncias, só que em Benguela o Sindicato da Educação, no momento devido, disse que a situação da dívida estava resolvida. Mas o que constatámos é que ai9nda existem dívidas’’, lamentou Silva.

Será difícil o pagamento para o caso de Benguela, mas o SINPROF diz estar a proceder a um levantamento de dados para fazer chegar às estruturas centrais, sabendo-se já que há um ‘’significativo’’ número de professores à espera de atrasados.

“Há Sindicatos que defendem os interesses dos trabalhadores, mas há outros, como este, que fazem o papel de sindicatos ‘pelegos’, estando a favor do patrão. Eles opõem-se sempre que o SINPROF vem a público reclamar situações como estas, dizendo que o Governo está a trabalhar’’, acusa Guilherme Silva.

José Laurindo, presidente do Sindicato da Educação

José Laurindo, presidente do Sindicato da Educação

Volta à baila a problemática das dívidas na Educação em Angola, horas após a confirmação da entrada de nove mil novos professores.

Uma fonte ligada à direcção provincial de Benguela revelou à VOA que faltam prémios de colaboração que deveriam ter sido pagos entre 2006 e 2010, ao passo que o líder do Sindicato visado, José Laurindo, limita-se a sublinhar que não tem conhecimento de casos de incumprimentos.

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