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Guebuza acusa Renamo de "provocações perigosas" mas "diálogo vai continuar"

  • Redacção VOA

Armando Guebuza

Armando Guebuza

Circulação no centro agora feita sob forte escolta militar

Em Moçambique o presidente Armando Guebuza acusou o maior partido da oposição, Renamo, de “provocações perigosas” mas disse que o seu governo vai continuar em diálogo com a oposição.

Guebuza falava em conferência de imprensa na província do Niassa no norte de Moçambique onde realiza uma “Presidência aberta” na sequência de diversos ataques armados no centro de Moçambique que causaram a morte de três pessoas.

A Renamo não reivindicou os ataques mas estes ocorreram depois de ameaças feitas por um porta voz da Renamo, Jerónimo Malagueta, que ameaçou cortar as vias de comunicação em resposta aos alegados preparativos de forças governamentais para uma ofensiva contra a sede da Renamo na Gorongosa.

A Renamo considerou a detenção de Malagueta de ilegal.

O presidente moçambicano disse acreditar que, apesar das últimas situações de violência, o país continuará a viver em paz, porque "o moçambicano de gema" rejeita o retorno à guerra.

"Qualquer moçambicano de gema - somos mais de 20 milhões - não vai querer que haja incitação à violência," disse.

"Acredito que, apesar das provocações perigosas da Renamo, Moçambique continuará a viver em paz e o governo vai continuar a participar no diálogo com a Renamo,” disse Guebuza.

“Mesmo na Segunda-feira, está previsto um diálogo e o governo vai sempre, de boa vontade, procurando resolver os problemas que o país enfrenta", acrescentou o chefe de Estado moçambicano.

No Sábado várias centenas de pessoas participaram na capital Maputo numa manifestação de repúdio aos ataques

O desfile foi encabeçado pelo presidente do Conselho Municipal de Maputo, David Simango, ladeado por líderes religiosos e dirigentes da Frelimo, como o seu secretário-geral, Filipe Paúnde.

A circulação na estrada nacional 1, entre Save e Muxúnguè, centro de Moçambique, foi entretanto reaberta sob forte medidas de segurança.

As viaturas que seguem para o centro e norte são perfiladas no rio Save e, para o sul, em Muxúnguè, Sofala, centro de Moçambique, e, depois, escoltadas em coluna numa distância de 100 quilómetros, o raio que a Renamo ameaçou interditar à circulação desde Quinta-feira. A circulação é contudo feita apenas durante o dia.
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