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Grupo dos 17 reitera "combate pela democracia"

  • Coque Mukuta

Activistas durante o julgamento de 2016

Activistas foram condenados há um ano

Há exactamente um anol, a 28 de Março de 2016, o Tribunal Provincial de Luanda condenou 17 activistas angolanos pelos crimes de rebelião, associações de malfeitores e tentativa de golpes de Estado a penas de prisão entre dois anos e oito anos.

Meses depois, foram beneficiados por uma amnistia dada pelo Presidente da República, que continuam a recusar por considerarem não ter cometido qualquer crime.

Apesar de alguns continuarem a enfrentar muitos problemas, como a falta de emprego, todos dizem que continuam a lutar contra o regime actual.

Albano Bingo Bingo à procura de emprego

Albano Bingo Bingo à procura de emprego

Albano Bingo bingo, activista condenado na altura quatro anos e seis meses de prisão efectiva, disse continuar firme na luta contra o que chama de ditadura imposta pelo Presidente José Eduardo dos Santos.

Mas quanto à sua inserção na sociedade, Bingo Bingo mostra-se preocupado “por não conseguir um emprego, que é um pouquinho difícil”.

Dago Nível, activista condenado a uma pena de 8 meses de prisão efectiva, por reclamar, na sala de audiência, a sentença dos 17, e último a ser solto, reitera também a necessidade de continuar a lutar contra o regime.

Luaty Beirão (esq.), Dago Nível (dir) e um amigo (centro)

Luaty Beirão (esq.), Dago Nível (dir) e um amigo (centro)

“O nosso objectivo ainda não foi cumprido e pensamos continuar a lutar contra a ditadura em Angola” reiterou.

Por sua vez, Luaty Beirão, activista condenado a cinco anos e seis meses, prefere olhar para o futuro e aborda programas que desenvolve desde a soltura do grupo.

“Temos trabalhado, por exemplo, levamos a cabo a recolha de assinaturas para pedir aos partidos políticos que coliguem, assim como faço parte de um programa da central 7311, no qual fazemos alguns vídeos e eu penso estar a correr bastante bem”, revelou Beirão.

Recorde-se que os 17 activistas foram amnistiados por um decreto do Presidente da República, uma iniciativa que os mesmos continuam a rejeitar por considerarem não ter cometido crime algum.

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