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Greve na EPAL vai em 11 dias e começa a faltar água em Luanda

  • Coque Mukuta

Angola Luanda

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Funcionários afirmam que o grande impasse para as negociações radica na falta de sensibilidade do PCA da EPAL que devolve as críticas.

Numa ronda feita hoje pelas várias bases de abastecimentos de água e em agências da EPAL, a Voz da América constatou o encerramento das mesmas e deparou-se com várias cisternas que transportavam água para o consumo nas periferias de Luanda, retirada em canais e cuja qualidade não é boa.


Os funcionários afirmam que o grande impasse para as negociações entre a entidade empregadora e os trabalhadores radica na falta de sensibilidade do PCA da EPAL Leonídio Ceita em aceitar as exigências da comissão sindical.

Ceita disse aos órgãos públicos que a greve convocada pela comissão sindical da empresa “é resultado de má-fé, porque foram atendidas todas as reivindicações dos trabalhadores e que, durante as conversações, os responsáveis sindicalistas nunca manifestaram vontade e disposição de ouvir o Conselho de Administração sobre o cumprimento das exigências constantes no caderno reivindicativo apresentado em Agosto”.

O PCA da empresa disse ainda que os funcionários com mais de 20 anos de trabalho foram reconvertidos e que todos têm seguro de saúde, assim como os seus familiares.

Adelino João Gaspar, técnico e sindicalista preso no início da greve, afirma, no entanto, que a arrogância da entidade empregadora impossibilita as negociações.

Gaspar afirma ainda que apesar da violência com que foram submetidos aquando da sua detenção o sindicato não vai se render à pressão da entidade patronal.

“Nós aqui, a intenção é continuar. Não basta terminar, o que queremos ver é que tenhamos as preocupações do caderno reivindicativo resolvidas”, acrescendo que “não vamos cair pelas pressões” frisou Adelino João Gaspar, técnico e sindicalista que tinha sido preso durante o início da greve na EPAL que dura 11 dias.
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