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Professores univeristários angolanos em greve por tempo indeterminado

  • Manuel José

Praça da Independência, em Luanda (Arquivo)

Praça da Independência, em Luanda (Arquivo)

Docentes de instituições públicas do Ensino Superior angolanas iniciaram hoje uma greve pela melhorias salariais e de condições de trabalho com o sindicato a anunciar um adesão de 60 por cento dos membros.

Tudo parado nas universidades angolanas, os professores do ensino superior estão a cumprir por tempo indeterminado uma greve a partir de hoje.


A melhoria dos salários dos docentes universitários é a principal reivindicação apresentada. Do relatório recebido hoje pelo secretario geral do SINPES
Eduardo Peres Alberto, setenta porcento dos professores não foi hoje as aulas.

"Até agora há cumprimento da greve em 60% ou mais a nível nacional."

Uma ínfima parte de professores, por obrigação partidária furaram a greve mas Peres Alberto garante que não 'e significativo.

"Ha pessoas por interesse partidário e por conta própria acharam por bem furar a greve, para agradar alguém."

A pergunta que o Sindicato dos professores do ensino superior faz continua a ser a mesma.

"Porque razão o ministério tem medo de negociar?"

Do ministério do Ensino Superior mantém-se o silencio sobre o assunto. Por parte dos estudantes alguns criticam os professores.

"Não vejo lógica nesta greve porque estamos numa fase em que se prepara o salário mínimo nacional."

A estudante Laurinda Pereira acha que os professores deviam paralisar durante as férias.

"Acho que os professores deviam ter feito greve durante a pausa pedagógica"

Grande maioria dos estudantes ouvidos pela Voz da América apoia a greve dos professores.

"É justo o aumento salarial que os professores exigem."

"Os professores ganham pouco, o governo tem que resolver esta situação obrigatoriamente."

"Há incapacidade do governo dialogar com os professores, penso que é justo, quem ensina deve ser bem remunerado."

"Todos têm o direito de fazer greve e os professores não fogem a regra."

O estudante de arquitetura que não quis se identificar diz que est'a muito contente com esta paralizacao e considerou os professores de garimpeiros.

"Eu estou a gostar porque praticamente nunca gozamos férias, os professores não dão aulas apenas numa universidade, são todos garimpeiros, eu próprio também dou aulas e também sou garimpeiro."

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