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Moçambique: Greve dos médicos sem fim à vista

  • Simião Pongoane

As duas partes não mostram sinais de recuo nas suas posições e o acesso aos hospitais continua a deteriorar-se.

Ainda em Moçambique, a greve dos médicos entrou já na sua quarta semana consecutiva sem fim à vista.
As duas partes não mostram sinais de recuo nas suas posições mas alguns médicos já estão a regressar aos seus postos de trabalho.
Entretanto, o governo suspendeu temporariamente o processo de formação pós-graduação dos jovens médicos nas unidades sanitárias por causa do seu envolvimento na greve dirigida pela Associação Médica de Moçambique.

São pelo menos 150 médicos-estudantes que estão afectados pela decisão do governo, sendo que a maioria trabalha no Hospital Central de Maputo, considerado como sendo o principal hospital-escola do país.

O Ministério da Saúde reconhece que a decisão vai afectar negativamente o programa de formação dos médicos, mas não havia outra alternativa devido à gravidade da situação, segundo disse Luísa Panguene, do Ministério da Saúde de Moçambique.

Alguns jovens médicos-estudantes dizem que estão arrependidos pela sua participação na greve que aparentemente está sendo aproveitada pelos políticos para fins eleitorais, uma vez que este ano Moçambique tem eleições locais ou municipais.

A sociedade que simpatizara com a causa dos médicos começa a perder a paciência com o prolongamento da greve. É que o acesso aos serviços públicos de saúde esta a deteriorar-se, sobretudo na cidade de Maputo.
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