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Greve continua na Huíla apesar das pressões do Governo

  • Teodoro Albano

 Angola Instituto superior politécnico da Huíla Lubango

Angola Instituto superior politécnico da Huíla Lubango

Executivo da Huila recorrr à desinformação junto da comunicação social, segundo o sindicato dos professores que mantém a greve.

Perante a manutenção da greve reforçada na assembleia de professores realizada na última segunda-feira 14 de Julho, o Governo da Huíla começa aparentemente a revelar sinais de incapacidade para contornar o descontentamento dos docentes.

O uso da imprensa pública para apelar os professores a retomarem com as aulas com ameaças de despedimento parece ser a estratégia encontrada pelo Executivo de João Marcelino Tchipingui.

O próprio Governador que se diz surpreendido pelo arrastar da greve, reiterou a existência de uma mão oposicionista na paralisação e apelou os professores à razão.

“Desde que sou professor, com mais de 40 anos de serviço, nunca vi uma greve deste tipo, uma greve desumana, uma greve que não justifica a sua existência. Mais uma vez queremos chamar a razão a todos os professores para retomarem as suas aulas. Da nossa parte fizemos muito, o que falta é muito pouco”, disse.

Na emissora de rádio oficial local, o chefe da repartição municipal da Educação no Lubango, Pedro Tchissingui, fala da retomada das aulas na capital da província: “Temos as escolas a funcionar em pleno. Temos a escola primária número 51, todos os professores estão a trabalhar. Na escola secundária do 1º ciclo 14 de Abril também temos alunos e professores nas salas de aulas”.

O director da escola do 1º ciclo do ensino secundário 27 de Março David Pereira aponta 60 professores que terão retomado as aulas naquele estabelecimento de ensino.

A VOA constatou que a adesão à greve ainda é grande e que a maioria dos alunos encontrados nas escolas se limita a brincar nos respectivos pátios.

O secretário do sindicato de professores no Lubango Osvaldo Congo desmente as informações que apontam para a retomada das aulas.

“Mesmo essas escolas que ele cita não fazem 90 por cento nem 50 por cento dos professores a trabalhar. É esta a dialéctica que eles estão a usar, pegam alunos da 7ª, 8ª e 9ª classe, juntam numa única turma e o professor fica a privá-los para que os alunos vão transmitindo aos outros dizendo que já estão a ter aulas, enquanto as aulas ainda não retomaram porque os problemas não foram solucionados”, explica Congo.

O sindicalista critica por outro lado o papel da imprensa pública que se colocou do lado da entidade patronal se esquecendo completamento do princípio do contraditório.

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