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Graça Machel pede plano de combate à má nutrição em Moçambique

  • Ramos Miguel

Graça Machel

Graça Machel

"Ainda não encontrei um plano completo de produção do ponto de vista de nutrição", disse a antiga primeira-dama de Moçambique e da África do Sul.

A antiga primeira-dama de Moçambique e da África do Sul, Graça Machel, criticou o facto de o seu país nunca ter tido um plano concreto para o combate à subnutrição, e alertou que, sem isso, não vai sair da situação de pobreza.

Graça Machel afirmou haver um desfasamento entre os 25 milhões de moçambicanos e aquilo que são os números que têm sido divulgados ao nível da produção alimentar, e muitas vezes até se diz que o país é auto-suficiente em cereais.

Para a activista, enquanto o país não planificar a produção em função de 25 milhões de pessoas a comerem três refeições por dia durante o ano, não se pode falar de nutrição.

"Eu ainda não encontrei um plano completo de produção do ponto de vista de nutrição", destacou a presidente da Fundação para o Desenvolvimento(FDC).

Graça Machel fez estas declarações neste fim-de-semana num debate sobre a nutrição em Moçambique, tendo acrescentado ser esta uma questão central de planificação do desenvolvimento económico e do capital humano.

A activista social refere que sem uma nutrição adequada, Moçambique nunca vai sair da pobreza, "sendo por isso necessário planificar o que produzir, como produzir, como distribuir e como permitir o acesso de todos os moçambicanos nas diversas idades".

Dados oficiais indicam que a má nutrição afecta cerca de 43 por cento das crianças moçambicanas.

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