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Governos e especialistas procuram vias para melhorar nutrição nas escolas

  • Simião Pongoane

O Brasil foi proclamado vencedor da guerra sem quartel contra a fome e está no centro das atenções para transmitir a sua experiência aos outros.

Ministros da Educação ou seus representantes de 40 países dos vários cantos do Mundo e especialistas em nutrição estão reunidos na Africa do Sul à procura de formas de melhorar programas de alimentação escolar.

Os participantes consideram que alimentação escolar ou refeição quente é fundamental para garantir a saúde mental e intelectual da criança, considerada futuro do planeta.

Dados revelados pelo Programa Mundial de Alimentação indicam que 165 milhões de crianças no Mundo estão subnutridas, o que coloca seriamente em risco o seu crescimento saudável e contribuição intelectual.

Entretanto, o Brasil foi proclamado vencedor da guerra sem quartel contra a fome e está no centro das atenções para transmitir sua experiência aos outros.

Jair Menegueli, líder da Cozinha Brasil, uma organização não-governamental, considera que cada caso é um caso separado no qual não se pode aplicar a mesma fórmula usada no Brasil contra a fome.

“Há problemas culturais, práticas e realidades diferentes, mas penso que outros países podem conseguir, tendo em que o que o presidente Lula sempre defendeu de que alimentação é um direito para todos”, disse o antigo deputado federal brasileiro transformado em empresário.

A ministra cabo-verdiana da Educação Fernanda Marques reconhece que o programa refeição quente é fundamental para a saúde da criança e promoção da sua participação na escola. Em Cabo Verde, nove mil crianças beneficiam da alimentação escolar.

“É um interesse transversal. Penso que todos os países, do Sul ou do Norte querem ter crianças na escola", afirmou Marques.

Entretanto, para muitos países africanos, o grande desafio é o financiamento do programa.

O 16o. Fórum Global da Nutrição Infantil termina na sexta-feira em Joanesburgo.

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