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Governo sul-africano pede desculpas por violência contra estrangeiros

  • Simião Pongoane

Mineiros aguardam entrada na mina de platina de Marikana na África do Sul

Mineiros aguardam entrada na mina de platina de Marikana na África do Sul

O governo sul-africano pediu desculpas aos estrangeiros pela violência que afectou mais de duzentos imigrantes em Isipingo, na periferia da cidade de Durban, na semana passada.

Os imigrantes afectados refugiaram-se numa esquadra da polícia de onde foram transferidos para um campo provisório de acomodação.

O ministro sul-africano do Interior visitou o campo das vítimas da violência em Isipingo e prometeu apoio àqueles que pretendem regressar aos seus países de origem e reinserção para os que queiram continuar a viver na África do Sul.

O embaixador de Moçambique na África do Sul, Fernando Fazenda, também visitou o centro e constatou que 27 compatriotas querem mesmo regressar a Moçambique.

Cerca de 40 moçambicanos foram afectados pela violência contra estrangeiros em Isipingo, de um total estimado em dois mil e quinhentos que vivem na província do Kwazulu-Natal.

O embaixador Fernando Fazenda transmitiu a solidariedade do governo Moçambicano com as vitimas da xenofobia, tendo garantido que tudo será feito para apoiar os que pretendem regressar a casa.

Ao que tudo indica já esta mesmo em curso o processo de mobilização de meios de transporte para o efeito.

Mas para alguns imigrantes, se o governo da África do Sul falhar no processo de integração nas comunidades tem que mesmo encontrar outro destino de acomodação, porque nos seus respectivos países de origem há guerra, como é o caso do Congo Democrático.

É uma situação embaraçosa para o governo sul-africano, quase sempre obrigado a pedir desculpas aos imigrantes e seus governos por causa da intolerância e violência dos cidadãos sul-africanos contra estrangeiros.

No inicio deste ano, cerca de dez imigrantes foram assassinados em alguns bairros dos principais centros urbanos sul-africanos.

Em 2008, mais de 60 estrangeiros foram mortos por sul-africanos.

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