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Governo do Sudão do Sul aceita cessar-fogo

  • Redacção VOA

Ministro dos estrangeiros etíope, Tedros Adhanom, Hailemariam Desalegn (C) e presidente somali Hassan Sheikh Mohamud (D)

Ministro dos estrangeiros etíope, Tedros Adhanom, Hailemariam Desalegn (C) e presidente somali Hassan Sheikh Mohamud (D)

Bloco regional africano anunciou a decisão no final da cimeira realizada em Nairobi, tendo apelado aos apoiantes do antigo adjunto do presidente Salva Kiir, Riek Machar, para que cumpram o mesmo compromisso.

O presidente queniano Uhuru Kenyatta afirmara existir uma pequena oportunidade para assegurar a paz no Sudão do Sul, onde os confrontos interétnicos já provocaram mais de um milhar de mortos.

Dirigentes de um grupo de países da região leste de África reuniram em Nairobi para debater a crise que se regista no Sudão do Sul.


O Sudão do Sul está mergulhado numa onda de violência, colocando o grupo étnico Dinka do presidente Sava Kiir contra o grupo étnico Nuer do antigo vice-presidente Riek Machar.

As Nações Unidas indicaram que cerca de cem mil pessoas foram deslocadas pelos confrontos, iniciados quando Kiir acusou Machar de tentativa de golpe de estado.

Na quinta-feira dirigentes da Etiópia e do Quénia encontraram-se com Kiir numa tentativa de alcançar um acordo de paz para o Sudão do Sul.

Kenyatta definiu as propostas do encontro de Nairobi, incluindo a nomeação de dois enviados especiais experientes para o Sudão do Sul.

Apelou à União Africana, às Nações Unidas e a comunidade internacional em geral, para se comprometer em dar maior apoio ao Sudão do Sul.

Uhuru Kenyatta acentuou que as nações que reuniram em Nairobi não aceitam o derrube inconstitucional do governo democraticamente eleito do Sudão do Sul.

O ministro dos estrangeiros etíope Tedros Adhanom, por seu lado descreveu as conversações como tendo sido construtivas.

“Os assuntos debatidos foram entre outros, o cessar das hostilidades e o começo imediato de conversações ou de diálogo para resolver a questão politica, bem como a situação dos detidos suspeitos do golpe, e ainda a crise humanitária.”

As Nações Unidas esperam fazer reforços chegar aquele país dentro de 48 horas, e apelou aos dirigentes políticos locais para controlarem as suas forças e trabalharem para a paz.

O presidente Kiir e Machar tem tido estarem prontos para o diálogo, mas o governo rejeitou a exigência de Machar no sentido dos dirigentes oposicionistas serem libertados primeiro.
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