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Governo moçambicano pressionado a investigar assassinato de Gilles Cistac

  • Ramos Miguel

Gilles Cistac

Gilles Cistac

Ministro do Interior diz que supostos assassinos foram identificados.

O ministro do Interior, Jaime Basílio Monteiro, diz haver pistas dos criminosos que mataram Cistac. Contudo, Basílio Monteiro não avançou pormenores por estar a decorrer investigações, baseadas em testemunhos e vestígios do crime.

Entretanto, em entrevista à Voz da América analistas dizem haver sérios riscos de descredibilização e de pressão internacional sobre o Governo moçambicano, resultantes do assassinato do constitucionalista Gilles Cistac, sobretudo se o assunto não for investigado até às últimas consequências.

O sociólogo Carlos Serra aponta uma série de eventuais consequências do assassinato de Cistac, entre as quais se destacam a produçao do clima de medo e o risco de o Estado e os partidos políticos ficarem descredibilizados, para além da crítica e penalizaçao internacional.

Para o politólogo Lázaro Mabunda, a pressão internacional já começou a fazer-se sentir ontem, 4 de Março, no encontro entre o ministro moçambicano dos Negócios Estrangeiros, Oldemiro Baloi, e embaixadores acreditados em Maputo.

"A morte do professor Gilles Cistac vai ter consequências drásticas sobretudo a nível internacional, particularmente ao nível dos investidores e doadores", destacou Mabunda.

O presidente do Partido para a Paz, Democracia e Desenvolvimento Raúl Domingos diz que a morte de Cistac poderá afectar as relações de cooperação entre Moçambique e outros países.

Segundo Domingos, tratando-se de uma figura da dimensão de Gilles Cistac, "o choque vai para além das fronteiras nacionais, e esse choque pode repercutir-se ao nível das relações de cooperação, a menos que o Governo moçambicano apresente, muito rapidamente, os criminosos e seus mandantes".

O editor do jornal MediaFax, Fernando Mbanze, diz mesmo antes de se conhecer o móbil do crime, que a comunidade internacional já está a pressionar o Estado moçambicano.

Mbanze diz ter ouvido pronunciamentos do embaixador de França em Moçambique e de outros embaixadores "a exigirem a quem de direito, que diga alguma coisa sobre o que aconteceu; as pessoas até dizem que este é um assunto de Estado."

Entretanto, o ministro moçambicano do Interior, Jaime Basílio Monteiro diz ter dado instruções pontuais à polícia no sentido de esclarecer rapidamente este caso.

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