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Governo moçambicano apresenta projecto de lei de amnistia

  • Simião Pongoane

António Muchanga, porta-voz da Renamo

António Muchanga, porta-voz da Renamo

Um dos membros da Renamo que vai beneficiar da proposta do governo é António Muchanga, porta-voz de Afonso Dhlakama, detido há mais de um mês.

O Governo moçambicano vai apresentar um projecto de lei de amnistia para membros, guerrilheiros e simpatizantes da Renamo detidos por causa do seu envolvimento nos ataques armados ou incitamento à violência em Moçambique nos últimos dois anos.

A proposta do Executivo surge na sequência do diálogo politico entre o Governo e a Renamo. Mais de duas dezenas de membros, guerrilheiros e simpatizantes da Renamo estão detidos por envolvimento directo ou indirecto nos ataques armados contra a população civil e militares nos últimos dois anos.

Um dos membros da Renamo que vai beneficiar da proposta é Antonio Muchanga, porta-voz de Afonso Dhlakama, detido há mais de um mês por alegado incitamento à violência através das suas declarações a imprensa.

A detenção de António Muchanga foi ordenada pela Procuradoria-Geral da Republica, que considera que o porta-voz de Afonso Dhlakama, que era igualmente Conselheiro do Estado indicado pela Renamo, terá contribuído para a violência que provocou a morte de mais de duas dezenas de pessoas en ataques armados.

Apesar das acusações contra Muchanga e seus colegas detidos, a população considera que em nome da democracia e da reconciliação nacional todos devem ser perdoados

“Esta lei vai criar confiança para paz. É verdade que não é bom tirar vida a ninguém, mas é bom perdoar", disse um cidadão residente em Maputo ouvido pela VOA.

O líder da Renamo e o presidente Armando Guebuza falaram por telefone há duas semanas sobre o processo de diálogo político. As duas personalidades vão se encontrar em Maputo nos próximos dias antes do início da campanha eleitoral marcada para o final deste mês.

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