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Governador de Luanda tem proposta para nova taxa

  • Coque Mukuta

Marginal Luanda, Angola

Marginal Luanda, Angola

Valor de 150 kwanzas mensais por aluno visa financiar espaços públicos e garantir a higiene nas escola tem oposição de estudantes e professores.

O mau estado das casas de banhos, jardins e espaços de lazer na capital angolana, alegadamente por falta de recursos financeiros para a aquisição de material consumível, e de higiene nas escolas vão forçar o governador de Luanda a cobrar um imposto aos pais e encarregados de educação no valor de 150 kwanzas mensais por aluno.

Enquanto alguns dizem que a medida, a ser aprovada, é bem-vinda, outros afirmam que o Governo não tem necessidade de impor esta taxa.

A Associação dos Estudantes Angolanos já se uniu ao Sindicato dos Professores para fazerem uma frente única contra esta nova taxa.

Nas ruas também há reacções.

António Francisco Eduardo, pais de dois educandos, diz que a medida é “bem-vinda porque poderá ajudar a manter as instituições limpas e a oferecer melhores condições as estudantes”.

Posição diferente tem Filipe Vidal, que tem quatro filhos no ensino estatal, e que considera que já gasta muito com o táxi e afirma que o Governo angolano não tem razões para cobrar mais esta taxa aos encarregados e pais, que “é responsabilidade do Governo”.

Entretanto, alunos e professores começam a organizar-se para fazer frente a esta proposta entregue ao governador de Luanda.

A Comissão de Gestão do Movimento dos Estudantes Angolanos (MEA) e o Sindicato dos Professores de Angola (Sinprof) reuniram-se com este propósito.

“Tudo faremos para impedir que se cobre estes valores”, disse Miguel Kimbenze, coordenador do movimento dos estudantes.

Refira-se que para entrar em vigor a taxa de 150 kwanzas por estudante para assegurar a manutenção e higiene nos espaços públicos e escolas da capital angolana carece da aprovação do governador de Luanda Higino Carneiro, que pode aprovar ou não a proposta.

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