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Governo e Renamo mantêm secretismo quanto aos termos do acordo

  • Simião Pongoane

Maputo

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O desfecho considerado consensual de três dos quatro pontos em discussão pelas duas partes é desconhecido pelo público em geral.

O Governo e a Renamo podem fechar amanhã, 30, o polémico dossier do diálogo político iniciado há cerca de dois anos.

As duas partes realizaram 66 rondas de conversações sobre uma lista de quatro pontos apresentados pelo maior partido da oposição e antigo movimento rebelde.

Os quatro pontos apresentados são defesa e segurança, processo eleitoral, economia e despartidarização do aparelho do Estado.

Ao longo das 66 rondas de diálogo surgiram outras questões consideradas pertinentes, como o desarmamento da Renamo e a integração dos seus guerrilheiros nas Forças Armadas de Defesa e Segurança de Moçambique.

O ponto relativo ao processo eleitoral foi fechado publicamente com sucesso, com a entrada dos elementos da Renamo e de outros partidos políticos nos órgãos eleitorais.

O desfecho considerado consensual dos outros três pontos pelas duas partes é desconhecido pelo público em geral.

As duas partes não abrem o jogo sobre o consenso alcançado ontem, mas os respectivos chefes das equipas no diálogo disseram que todos os assuntos estão mesmo concluídos faltando pequenos pormenores.

Os observadores também estão calados. O público desconhece os detalhes dos pontos consensuais e questiona a razão do secretismo prevalecente. Alguns analistas, como o jurista Filmão Suaze, dizem que o mais importante é a paz efectiva e o fim dos ataques armados da Renamo que já mataram mais de duas dezenas de pessoas inocentes.

Os pormenores do consenso poderão ser conhecidos a partir desta quarta-feira, 30.

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