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Governo e oposição em Cabo Verde não se entendem quanto ao aumento do IVA

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José Maria Neves, primeiro-ministro de Cabo Verde

José Maria Neves, primeiro-ministro de Cabo Verde

O aumento de 0,5 por cento destina-se a apoiar e realojar as vítimas do Vulcão do Fogo.

O parlamento cabo-verdiano aprovou ontem, 11, o aumento de 0,5 por cento no Imposto de Valor Acrescentado (IVA) para 2015, com apoio apenas do partido do Governo. Esse aumento, segundo o Governo, destina-se a apoiar e realojar as vítimas da erupção do Vulcão do Fogo. A oposição votou contra e disse que o Governo devia reduzir os seus custos e não carregar ainda mais os cabo-verdianos que enfrentam um mau ano agrícola.

O Presidente da República Jorge Carlos Fonseca, que propôs aos cabo-verdianos oferecer um dia do seu salário para as vítimas do vulcão do Fogo, advertiu, no entanto, para não se sobrecarregar o orçamento das famílias que enfrentam um mau ano agrícola.

O MpD, o principal partido da oposição, votou contra o aumento de 0,5 por cento do IVA por considerar que o Governo devia reduzir os seus custos em vez de aumentar impostos.

A Ucid, também na oposição, criticou o que considerou ser um peso sobre as pessoas e empresas porque a solidariedade não se impõe.

Por seu lado, o primeiro-ministro José Maria Neves e líder do partido no poder, o PAICV, afirmou ter ficado espantado com as reacções.

Neves disse à Rádio de Cabo Verde ter falado com o Presidente da República, partidos e sindicatos e ninguém se manifestou contra.

A Confederação Cabo-verdiana dos Sindicatos Livres, segundo o seu líder José Manuel Vaz, pede apenas para não se reduzir o poder de compras dos cabo-verdianos.

A União dos Trabalhadores de Cabo Verde-Central Sindical encontra-se hoje com o Presidente da República e promete uma reacção para mais tarde.

O Orçamento Geral de Estado para 2015 foi aprovado ontem apenas com os votos do PAICV, partido no poder.

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