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Governo de Malanje e Unita com visões diferentes sobre 2015

  • Isaías Soares

Norberto dos Santos

Norberto dos Santos

A UNITA e o Governo de Malanje entraram em choque quanto os resultados da Conferência Internacional de Investimentos.

O principal partido da oposição classificou a mesma de esbanjamento, enquanto o governar considerou-a de um um sucesso.

O secretário provincial da Unita Januário Alfredo Mussambo disse que a conferência tinha sido um fracasso total.

“Esta conferência não produziu absolutamente nada, simplesmente houve gastos e esbanjamento de dinheiro e a planificação de mais expropriações nos próximos tempos”, acusou.

Entretanto, o governador de Malanje Norberto Fernandes dos Santos garantiu, na sua mensagem de fim-de-ano, que o certame criou as bases para o crescimento regional com investimento privado que vai proporcionar rendimentos e a criação de novos postos de trabalho.

A conferência, disse, “teve como objectivo principal informar sobre as oportunidades de investimentos na província, bem como as condições e incentivos para a sua realização”.

“O governo criou condições legais favoráveis ao crescimento do investimento privado”, acrescentou o governador.

O dirigente da Unita e o governador tiveram também opiniões diferentes sobre a situação vivida em 2015, com Januário Mussambo a descrever um quadro sombrio dos passados 12 meses.

Secretario provincial da UNITA Januário Alfredo Mussambo

Secretario provincial da UNITA Januário Alfredo Mussambo

Mussambo disse que o ano tinha servido para mostrar as contradições entre as palavras do Governo e a realidade.

“Se, por um lado, o Governo propalou a necessidade de diversificar a economia e o incentivo ao empreendedorismo nacional de modos a não dependermos do petróleo, por outro lado, o Governo fez o contrário; aumentou a produção do petróleo (1.722.000 barris/dia) e ultrapassou a Nigéria”, disse.

Ao invés do incremento da agricultura, na óptica de Mussambo, o Executivo “expropriou terras dos camponeses e promoveu a importação interna e externa de produtos agrícolas, basta vermos a nível da nossa província de Malanje a cebola, o alho, só para citar esses são de origem estrangeira”.

O dirigente da Unita acusou também o governo de continuar a descurar a situação dos veteranos de guerra e das forças armadas.

Por seu turno o governador exortou os malanjinos a actuarem “com integridade e isenção, pois, só assim criaremos mais rendimentos e empregos condições indispensáveis para melhorar as nossas condições de vida”.

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