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Proibido falar inglês nos Camarões

  • Redacção VOA

Presidente camaronês Paul Biya

Carca de 20 por cento dos camaroneses querem expressar em inglês

Cerca de um quarto dos cidadãos dos Camarões preferem falar em inglês devido ao passado colonial, mas o Governo, através do encerramento de escolas, cortes na internet, detenções e repressão em manifestações, pretende que todos os cidadãos se expressem em francês.

Quatro milhões das 22 milhões de pessoas que vivem no país preferem dizer "it's my right" em vez de "c'est mon droit" ("é meu direito"), mas estão proibidas de fazê-lo em espaços públicos, o que motivou um movimento popular que reivindica a liberdade de se expressar no idioma que considerarem deles.

Nos últimos meses, a tensão entre o Governo e os seus cidadãos anglófonos cresceu exponencialmente e já foram registradas cinco mortes em diferentes manifestações.

As forças de segurança responderam aos protestos com repressão e violência e detiveram centenas de pessoas.

Líderes do movimento anglófono, como os activistas Fontem Neba e Maitre Agboh, foram condenados à pena de morte, acusados de traição e terrorismo.

Os poucos colégios que continuam abertos funcionam sob forte protecção policial, fazendo com que os alunos optem por se reunir entre eles em pequenos grupos de estudo e repassar as lições durante a noite.

Os líderes sindicais da região declararam as segundas-feiras como "dia da cidade fantasma", nos quais são paralisadas todas as actividades de entidades públicas e comércios e os cidadãos não saem às ruas por medo de ameaças de represálias.

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