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Governo cabo-verdiano descarta ligação de ataques mortais ao narcotráfico.

  • Redacção VOA

Conferência de Imprensa.

Conferência de Imprensa.

Ministro da Administração Interna confirma 11 mortos, mas diz que chacina teve motivações pessoais.

O Governo cabo-verdiano descartou qualquer ligação do assassinato de 11 pessoas no Destacamento Militar de Monte Tchota, a 45 quilómetros da capital, Praia, nesta terça-feira, 26, ao narcotráfico.

Em conferência de imprensa mais de 12 horas depois do ocorrido, o ministro da Administração Interna afirmou não haver “indícios de ligação destes acontecimentos com o narcotráfico” e considerou que um soldado afecto ao próprio destacamento que se encontra desaparecido pode estar “envolvido nos acontecimentos".

Sem dar mais detalhes e apesar de o soldado em causa continuar desaparecido, Paulo Rocha admitiu, sim, “motivações pessoais” na origem dos ataques.

O governante, que até a semana passada dirigia o Serviço da Informação da República, a secreta cabo-verdiana, e que é quadro da Polícia Judiciária, excluiu também a “ideia de atentado contra o Estado de Cabo Verde”.

Rocha confirmou terem sido mortos oito soldados e três civis, sendo um cabo-verdiano e dois espanhois que colaboravam com a manutenção de equipamentos.

Acompanhado do ministro dos Negócios Estrangeiros, Luis Filipe Tavares, e da ministra da Justiça e Trabalho, Janine Lélis, o ministro garantiu que o Governo irá continuar a investigar o caso e dará todo o apoio e solidariedade aos familiares das vítimas.

Ainda de acordo com o Governo, parte das armas que teriam sido levadas do destacamento pelo autor dos ataques, foi recuperada pela polícia.

O autor

Apesar de Paulo Rocha ter assegurado que até às 19 horas locais não havia ninguém preso, o jornal cabo-verdiana A Semana revelou que uma pessoa estava detido sem avançar mais dados.

O jornal online Oceanpress revelou no final da noite que os familiares do soldado desaparecido, conhecido por “Antany Silva”, terão denunciado à Polícia ser ele o autor da chacina.

De acordo com os familiares, o soldado confessou ter assassinado os outros oito militares e mais três outros civis porque estava descontente com o trabalho desempenhado naquele espaço.

As fontes daquele jornal online indicaram que o soldado teria chamado as vítimas uma por uma e atirado nelas.

Esta informação não foi confirmada pelas autoridades.

Repercussões

Esta é a primeira vez que o arquipélago, conhecido pela pacatez e segurança, regista um caso semelhante, mormente num destacamento militar.

As primeiras informações veiculadas pela imprensa cabo-verdiana apontavam para uma eventual ligação ao narcotráfico, devido aos contornos desse caso inusitado no arquipélago..

A imprensa internacional também deu eco aos ataques.

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