Links de Acesso

Mundial 2014: Governo aposta na hospitalidade brasileira para compensar falhas

  • Maria Cláudia Santos

Protestos em São Paulo, no Brasil, contra o Mundial de Futebol. 15 de Maio

Protestos em São Paulo, no Brasil, contra o Mundial de Futebol. 15 de Maio

O povo, no entanto, não tem certeza se "calor humano" poderá minimizar problemas

O Governo brasileiro aposta na hospitalidade do país para minimizar os problemas que os turistas estrangeiros devem enfrentar nos aeroportos e nos acessos inacabados aos estádios ou com a falta de estrutura da rede de telecomunicações no país, entre outros problemas, nesta Copa do Mundo 2014.


O ministro brasileiro do Turismo, Vinícius Lages, não tem dúvida de que o jeito de ser do brasileiro vai garantir uma passagem agradável dos estrangeiros pelo Brasil.

"É um país caloroso, que sempre soube acolher. Eu acompanho muito turista internacional, japonês, chinês, indiano, coreano, europeu, americanos, todos saem daqui encantados. Eu acredito que vamos ter uma das melhores copas de todos os tempos, a Copa das Copas, uma Copa muito bem sucedida e vamos trabalhar para isso diuturnamente".

Capacidade de superação brasileira poderá tornar tudo mais interessante

Gerardo Portela, especialista em gestão de risco, também acredita que, apesar de todos os problemas, os estrangeiros podem levar uma boa impressão do Brasil. "Mesmo com uma infraestrutura com certas precariedades, às vezes, a capacidade de superação faz com o evento seja até mais agradável, mais interessante e tenha uma imagem positiva", explica.

"O erro que pode acontecer é tentar passar uma falsa imagem de que temos uma maravilhosa estrutura, o que não é verdade. Aí, vai pegar mal. Mas, se as autoridades assumirem as limitações e engajarem o povo com essa mentalidade, e não tentando mostrar algo que não é real, talvez tenhamos a chance de fazer um evento que seja bem compreendido e bem aceito internacionalmente," completa.
Rio de Janeiro

Rio de Janeiro



Não saber falar inglês pode ser obstáculo

Mas, nas ruas, os brasileiros não têm tanta certeza da possibilidade de minimização das falhas do país, como lembra a vendedora Naiane Lorena Morais, 23 anos. "Não estamos preparados para receber, ninguém sabe falar inglês, não estamos prontos".

Andressa Borges, 25 anos, analista de logística não sabe se a hospitalidade vai conseguir compensar as deficiências que os estrangeiros vão encontrar no Brasil. "O povo brasileiro vai receber os estrangeiros com bastante calor humano, vai fazer sim uma boa recepção. Mas, acho que eles vão se decepcionar bastante com as estruturas oferecidas pelas cidades, pelo país".

São Paulo tem apenas duas rivais: Nova Iorque e Paris!

Na contra mão desse tom de preocupação dos brasileiros, o Ministério do Turismo divulga na Internet, redes sociais e sites, depoimentos de moradores dos vários Estados destacando para os turistas os pontos positivos de cada local. "A Bahia é o exemplo da hospitalidade, do bom acolhimento, a terra da informalidade, onde todos são amigos", declara um baiano.

O mesmo faz um carioca, destacando os atractivos do Rio de Janeiro. "Os bares têm mesas na rua, espaço do lado de fora, tem a praia, que é evidente, um espaço mais que democrático de convívio".

Nas propagandas do Governo, um paulista compara São Paulo a outras metrópoles mundiais: " São Paulo para mim só tem duas rivais, Paris e Nova Iorque. Eu acho que São Paulo é uma cidade fantástica, maravilhosa. Tem muitos problemas, mas eu convidaria qualquer amigo de qualquer lugar do mundo para passar uma temporada em São Paulo com a certeza de que não haveria decepção".
XS
SM
MD
LG