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Governo angolano quer mais receitas fiscais com a pesca do atum

  • João Marcos

Japoneses levam grande parte do atum em Benguela

Agentes nacionais estão ainda em desigualidade frente aos japoneses

Inúmeras embarcações japonesas encontram-se em águas angolanas a pescar o atum, uma espécie nobre que continua distante dos industriais do país, mas as receitas fiscais ainda não satisfazem o Governo angolano.

São 150 as embarcações japonesas com licença para capturar o atum ao longo de um determinado ano, soube a VOA de fonte oficial.

Trata-se de uma espécie comercializável no mercado internacional, onde Isaac dos Anjos pretende chegar, tirando proveito do potencial pesqueiro da sua província e da existência do Aeroporto da Catumbela.

Numa visita à vila piscatória da Baía Farta, um dos pontos explorados pelo Japão, o governador de Benguela terá emitido sinais de insatisfação.

Fontes bem posicionadas descrevem a realidade como uma afronta aos anseios de Isaac dos Anjos, que tenciona dar primazia ao angolano.

Armadores contactados pela VOA admitem que os japoneses tenham parceria com angolanos que não dão a cara.

A ministra das Pescas, Vitória de Barros Neto, não fala em números, mas reconhece que as receitas podem ser mais expressivas.

“Não apenas o Japão. Também a África do Sul e França exploram o nosso atum, mas as receitas não nos satisfazem. Queremos investir em empresas de processamento aqui em Angola, até para fomentar o emprego, e para exportar o produto, não a matéria-prima’’, vinca, para mais adiante sublinhar que a internacionalização só ocorrerá após a conquista da região austral.

A captura do atum, uma espécie sazonal (abunda no Verão), exige técnicas que não estão ao alcance dos agentes da pesca semi-industrial em Angola.

Quase quinze anos após a paz, Benguela continua à espera do projecto de reabilitação das fábricas de conservas.

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