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Governo angolano criticado por não valorizar pesquisa científica

  • Agostinho Gayeta

O Sindicato dos Professores do Ensino Superior advoga a criação de políticas sustentáveis para o funcionamento pleno das instituições de ensino.

Ausência de políticas que fomentam a pesquisa científica e a falta de exigências na abertura de instituições do ensino superior favorecem o fracasso das universidades angolanas, assim dizem analistas em Luanda que se mostram insatisfeitos com a falta de preocupação das autoridades em relação a investigação científica.
O Secretário-geral do SIPES_Sindicato dos Professores do Ensino Superior advoga a criação de políticas sustentáveis para o funcionamento pleno das instituições de ensino. Eduardo Peres Alberto sugere que o executivo angolano adopte a política de comparticipação com as universidades privadas a semelhança do ensino primário e secundário.

O sindicalista entende que o dinamismo da ciência obriga o estado a pensar na investigação científica continua. Deixar de depender do conhecimento externo é o mais recomendável, na opinião do também professor universitário para quem a produção do saber nacional e a sua respectiva publicação urge em Angola.

A presença de centros de pesquisa científica, laboratórios, a publicação de artigos científicos, a criação de revistas e jornais, a promoção de prémios para pesquisadores, o número de teses defendidas em cada ano são alguns indicadores de qualidade para uma unidade orgânica do ensino superior.

O Coordenador da 1ª Região Académica Luanda_Bengo Carlinhos Zassala afirma que as política de investigação científica em Angola não incentivam a produção do saber. Para o docente universitário existe no país instituições do ensino superior em funcionamento em condições precárias e inadmissíveis em qualquer parte do universo.

O também Bastonário da Ordem dos Psicólogos de Angola disse igualmente ser utópico conceber uma unibversidade sem que tenha uma biblioteca. Para o nosso interlocutor, o facto de Angola não aderir à algumas convenções regionais leva a que o país a tenha uma política de ensino universitário fora dos parámetros de referência anível regional e internacional.

O Investigador e Coordenador do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, Nelson Pestana Bonavena aponta a ausência de exigências, em termos de requesitos, por parte do estado, para abertura de universidades, como um dos factores que influenciam para que as unidades orgânicas do país estejam fora das melhores classificações. Bonavena pensa por outro lado que a falta de apetrechamento e apoio das universidades faz com que as universidades angolanas parem no temo e não evoluam.
Ainda em relação aos indicadores de qualidade Carlinhos Zassala diz que a política de investigação é fundamental para a qualidade do serviço prestado por uma universidade, pelo que, neste aspecto as universidades do angolanas são um fracasso.

Olhando atentamente para realidade do sistema de ensino universitário no país o Coordenador do Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola entende que um forte investimento no corpo docente seria uma medida com perspectivas progressivas.

Para Nelson Pestana Bonavena ao estado recai a função fundamental de reitoria, de fiscalização e de disponibilização de fundos para o melhor funcionamento das instituições.
O Secretário-geral do Sindicato dos Professores do Ensino Superior Eduardo Peres Alberto é a favor do surgimento de mais universidades no espaço territotorial de Angola uma vez que as existentes ainda não satisfazem a demanda, porém advoga a necessidade do estado apoiar as universidades privadas no sentido de criarem as condições para uma formação sólida dos quadros nacionais.

Para o Coordenador da 1ª Região académica Luanda-Bengo a investigação científica é determinada pela quantidade de verbas alocadas para realização de pesquisas e pela qualidade dos meios a disposição dos investigadores. Para o caso de Angola o académico mostra-se preocupado com a exiguidade de verbas destinadas as universidades públicas e a ausência de apoios às instituições privadas de ensino.

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