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Governadores transformam-se em empresários e investem no gado

  • Armando Chicoca

Gado bovino na provincia da Huila (arquivo)

Gado bovino na provincia da Huila (arquivo)

Kundi Pahiama quer a reintrodução de subsídios para agricultores e criadores de gado

Pelo menos três governadores provinciais angolanos estão envolvidos no negócio de gado e um deles, Kundi Paihama, quer que o Governo central reintroduza subsídios aos combustíveis usados na agricultura e pecuária.

À margem da 5ª edição da feira agro-pecuária do Namibe, que decorreu esta semana no Namibe, Paihama, governador do Huambo, exortou o ministro da Agricultura a viabilizar o processo de subvenção de combustíveis para os agricultores e criadores de gado, tendo em conta a importância desse sector na diversificação da economia angolana.

Kundi Paihama, foi um dos maiores compradores de gado durante os dias de leilão de bois na feira agro-pecuária do Namibe, presumindo-se ter gasto cerca de cem mil dólares americanos, na compra de mais de 80 cabeças de gado.

Paihama disse que as províncias do Namibe, Huila e Cunene estão em condições de garantir a segurança alimentar da população angolana em termos de carne de qualidade. Sublinha ainda há grandes probabilidades de se exportação o produto excedente.

O governador da Huila, João Marcelino Tyipingue, igualmente criador de gado nas terras da chela, defendeu por outro lado, a organização e criação de pontos de água nas zonas atingidas ciclicamente pela seca nas províncias da Huila, Namibe e Cunene no sentido de se inverter o actual quadro sombrio da carência de água que dificulta a vida dos autóctones e dos criadores de gado nesta região.

O Governador Rui Falcão, que também entrou no mundo de fazendeiros, além de ter facturado no primeiro dia desta feira onde leiloou algumas cabeças de gado de sua fazenda 4Rs “Rancho Quatro Erres” no valor de 5 a 7 mil dólares por cada um dos touros, também comprou algumas manadas de fêmeas.

O Governante do Namibe diz estar agora mais do que nunca sensibilizado para apoiar os tradicionais criadores autóctones, visando melhorar a qualidade dos seus animais face aos desafios que se impõem.

O secretario de Estado da Agricultura, Amaro Taty, em representação do ministro da Agricultura, disse que “o rei petróleo” perdeu o trono e hoje, quem tem poupança investe naquilo que é mais seguro, nomeadamente ter animais e produzir a terra para dar de comer aos angolanos.

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