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Governador de Benguela alerta para "desapropriação" de camponeses


Isaas dos Anjos

Isaas dos Anjos

Isaac dos Anjos diz ao mesmo tempo que tem que se acabar com ocupações "desordenadas" de terras.

João Marcos

O governador de Benguela Isaac dos Anjos alertou para a confiscação desregulamentada de terra de zonas agrícolas para construção de infra-estruturas e outras propriedades, afirmando que isso pode empurrar famílias camponeses para a pobreza.

Entretanto, ao mesmo tempo, o governador disse haver a necessidade de um “ordenamento” devido à ocupação “desordenada” de terras.

Anjos falava na abertura de um seminário provincial sobre ocupação de terras.

As declarações do governador seguem-se à publicação de uma reportagem da VOA há três meses sobre a expulsão de 40 camponeses que tinham no perímetro agrícola da Catumbela a sua fonte de sustento.

No espaço em referência, tal como confirmou um alto funcionário deste vale, nascerá, uma fábrica de adubos.

Situações do género levaram Isaac dos Anjos a olhar para as consequências dali decorrentes, colocando o acento tónico na necessidade do ordenamento territorial.

O dirigente disse que iniciativas não devem significar necessariamente “desapropriação dos camponeses, mandando-os para situações marginais e de agravamento dos níveis de pobreza”.

O governador de Benguela não se opõe a iniciativas do ramo da construção civil, mas sugere que haja um “ordenamento nos municípios do Cubal, Caimbambo e Chongoroi para que possamos estabelecer projectos criadores de emprego e dinamizadores da economia”.

“São levantadas muitas dificuldades por causa da ocupação desordenada dos terrenos e muito aproveitamento político que fomenta a desordem, a desinformação e a impunikdades associados”, acrescentou.

O seminário sobre ocupação de térreas, uma iniciativa da Presidência da República, está a definir políticas e a passar em revista os 10 anos de vigência da lei de terras.

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